Argello se diz tranqüilo sobre mandado de segurança do PSOL

Processo contra o suplente de Roriz foi arquivado na Mesa do Senado na última sexta-feira

Agência Brasil

28 de agosto de 2007 | 20h11

O senador Gim Argello (PTB-DF) disse que está tranqüilo sobre o mandado de segurança do PSOL no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando decisão da Mesa de arquivar processo contra ele. "A gente vê com tranqüilidade. É uma ação política que eles estão fazendo. Eu confio nos meus pares e, mais do que isso, na Justiça", afirmou em cerimônia no Palácio do Planalto.  Por meio de nota, o P-SOL afirma que a "Mesa do Senado não tem competência constitucional para julgar se há culpabilidade ou inocência de um senador. A competência, conforme dispõem o Regimento Interno e a Constituição são do Plenário do Senado, auxiliado pelo Conselho de Ética". Na última semana, a Mesa arquivou por três votos a dois e duas abstenções, representação feita pelo P-SOL contra Argello, que assumiu o cargo após a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF). O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que votou contra o arquivamento, explicou na ocasião que a Mesa se baseou na tese de que os fatos alegados na representação são anteriores ao mandato de Argello. Gim Argello foi acusado de participação no desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB), investigado pela Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público Federal. Sobre a denúncia de que durante a eleição o número do telefone de atendimento ao cliente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) teria mudado para o do candidato Joaquim Roriz ao Senado, Argello disse que não deve nada e espera julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Confio na Justiça. Nosso Direito é muito bom nisso. Não devemos nada, e se Deus quiser [isso] será confirmado quando o TSE marcar a votação", observou.

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