Áreas necessitam de proteção, diz CGU

Para Controladoria, despesa sigilosa é apenas pequena parcela do total

Marcelo de Moraes, O Estadao de S.Paulo

17 de agosto de 2009 | 00h00

A Controladoria Geral da União (CGU) informa que os gastos com os cartões corporativos são muito pequenos em relação ao total de despesas do governo como um todo e que boa parte dos órgãos que usam esse instrumento são responsáveis por áreas que necessitariam de sigilo para sua atividade.Considera que a proporção dessas contas sigilosas é muito pequena também em relação aos gastos globais feitos por todo o governo e que estão disponíveis no Portal da Transparência. Segundo a assessoria de imprensa da CGU, as despesas sigilosas chegarem a quase 45% "está associado ao fato de que os órgãos que mais utilizam suprimento de fundos (hoje igual a cartão) como forma de pagamento são justamente aqueles órgãos incumbidos de segurança, polícia, inteligência, investigação, defesa, etc, vale dizer, os que precisam de sigilo". "Se observarmos quanto isso representa no total dos gastos do governo, veremos que não chega sequer a 0,005 %", acrescenta a assessoria. Para o aumento dos gastos secretos no primeiro semestre, a CGU aponta a ocorrência de alguns eventos especiais, como os encontros de cúpula que reuniram trinta chefes de Estado das Américas em Salvador, em dezembro de 2008. "Exigiram gastos extras, sobretudo no quesito segurança, mas que, pelo regime de apropriação das despesas, elas aparecem na conta do mês seguinte que é janeiro de 2009", informa a assessoria de imprensa da CGU. A assessoria da Controladoria também lembra que não cabe a CGU fixar os critérios que definem o que pode ou não ser definido como despesa sigilosa. "O ministro Jorge Hage entende que a CGU não tem que interferir nesse assunto, que é da atribuição dos órgãos incumbidos da segurança do Estado Brasileiro e do Presidente da República", informa.

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