Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Área econômica de Bolsonaro tem pior avaliação de todos os governos, aponta pesquisa CNT/MDA

Para 60,4% dos entrevistados, a situação econômica atual está pior quando comparada aos governos anteriores

André Borges, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2022 | 16h14

BRASÍLIA – A administração da economia do País realizada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) é a pior de todos os governos, desde a redemocratização, em 1985. O dado faz parte da pesquisa CNT/MDA, que avaliou o desempenho do presidente e dos candidatos às eleições que ocorrem em outubro.

Nas 2.002 entrevistas realizada entre 16 e19 de fevereiro, em 25 unidades da federação, a população foi questionada sobre a avaliação da economia no governo do presidente Bolsonaro em relação aos governos anteriores.

Para 60,4%, a situação atual está pior quando comparada aos governos anteriores. Outros 19,8% disseram que continua de forma semelhante aos governos anteriores e 17,9% afirmaram que está melhor, enquanto 1,9% não sabe ou não respondeu.

O aumento no preço dos produtos nos supermercados em relação ao ano passado é um dos fatores que mais pesam na avaliação da população. Questionados sobre qual a percepção sobre os preços nas prateleiras no intervalo do último ano, 93,2% dos entrevistados declararam que “aumentaram muito”. Apenas 4,3% disseram que “aumentaram um pouco”, enquanto 1,6% disse que “se mantiveram” e 0,7% que “diminuíram. Outros 0,2% não sabe ou não respondeu.

Há ainda uma boa dose de ceticismo na avaliação da população em geral quando o assunto é a melhoria na situação econômica do Brasil. A maioria dos entrevistados – 36,7% – acredita que a situação econômica só vai melhorar em 2023. Para 23,7%, esse horizonte está ainda mais longe e só haverá melhora econômica de 2024 em diante. Outros 15,1% disseram que simplesmente não acreditam que haverá melhoria na situação econômica.

Para 16,8%, o cenário econômico vai melhorar ainda em 2022, enquanto 1,9% disse que “a situação econômica já está boa”. Entre os questionados, 5,8% sabem ou não responderam.

As entrevistas são distribuídas em 137 municípios, de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

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