Arcebispo diz que vê 'esperança' em Dilma e Campos

Após dizer que "depois de tanta caminhada, a coisa não andou como deveria", o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, afirmou nesta quinta-feira que a atenção que a presidente Dilma vem dando ao Nordeste e a expectativa de uma candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República "é sinal de esperança" para a solução da seca.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

21 de março de 2013 | 17h02

No encontro com a participação de 20 bispos do Nordeste, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Nordeste II), em Recife, Eduardo Campos recebeu uma cartilha com diretrizes para a convivência com o semiárido, elaborada por organizações da sociedade civil e Igreja. "É o quarto documento voltado para o assunto que a CNBB apresenta em mais de 50 anos", frisou dom Saburido. O primeiro foi em 1956.

Eduardo Campos garantiu aos bispos que muitas das sugestões já estão contidas na Lei 14.922, sancionada nesta segunda-feira (18) e que institui a Política Estadual de Convivência com o Semiárido, visando à implementação de políticas públicas permanentes no meio rural de Pernambuco. O objetivo é assegurar às populações locais os meios necessários para a convivência com as adversidades do clima na região.

O governador se reuniu em seguida com meteorologistas na sede do governo estadual. Essas reuniões com profissionais regionais e nacionais têm ocorrido mensalmente, cada vez em um Estado diferente do Nordeste. A previsão meteorológica não sofreu alterações: o sertão pernambucano, cujo período chuvoso se encerra neste mês, enfrenta dois anos seguidos com chuvas abaixo da média. No agreste, o ciclo de chuvas começa também com previsão abaixo da média, repetindo um cenário que levou a perdas de lavouras e rebanhos e colapso no abastecimento.

De acordo com o governador, até o final do próximo ano Pernambuco será o primeiro Estado do Nordeste a ter todas as casas dotadas de cisternas para armazenamento de água.

Segundo o secretário estadual de Agricultura, Ranílson Ramos, 90 mil cisternas de placa estão em funcionamento e 31 mil estão em construção (com recursos federal e estadual). A Codevasf entregou 22 mil cisternas de polietileno e, para a universalização do equipamento no semiárido, são necessárias outras 30 mil, das quais nove mil estão sendo negociadas.

Cada cisterna de placa custa R$ 2,4 mil e tem capacidade para suportar quatro meses de estiagem. Ela armazena água de chuva e pode ser complementada por carros-pipa. Atualmente, 1,5 mil carros-pipa abastecem o semiárido pernambucano, sendo 800 do governo estadual e 700 do Exército.

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