Andre Dusek/Estadão
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'Aqueles que não aderirem devem deixar a sigla', diz Campos

Socialista descarta entrar na Justiça contra dissidentes do partido no Ceará, mas reiterou que a decisão da sigla para 2014 deve ser seguida por todos do PSB

Erich Decat, Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 18h22

O presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse nesta quarta-feira, 25, que não pretende recorrer à Justiça caso integrantes da legenda no Ceará desembarquem do partido. "Vamos fazer um desenlace se assim entenderem os companheiros do Ceará como boa vontade. Não há ânimo de ir à Justiça por qualquer questão da parte da direção nacional do partido", disse Eduardo Campos.

O socialista ainda afirmou que, quando o PSB tomar uma decisão oficial sobre as eleições presidenciais de 2014, aqueles que não aderirem devem deixar a sigla. "Cabe a todos filiados, ou segue a decisão partidária, em respeito à democracia, ou então deixa o partido. Ninguém é obrigado a ficar ", afirmou. Atualmente, o PSB cearense conta com 38 prefeitos, 4 deputados federais e 10 deputados estaduais.

Ausente do reunião da Executiva Nacional realizada nesta quarta em Brasília, o governador do Ceará, Cid Gomes, vai se reunir na quinta-feira com integrantes da executiva estadual para decidirem se deixam, em bloco, ou não a legenda.

Os socialistas do Ceará são contra à possível candidatura presidencial de Eduardo Campos e defendem a permanência da aliança com a presidente Dilma. Na semana passada, a direção nacional do PSB decidiu entregar todos os cargos do governo federal.

Uma das alternativas que integrantes da cúpula do PSB buscam para suprir o esvaziamento da legenda no Ceará é a filiação da ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins, atualmente no PT. Segundo integrantes do PSB ouvidos pelo Broadcast Político um encontro deve ocorrer nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, onde a petista teria residência.

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