'Aqueles que debocham verão a nossa vitória', diz Feliciano em culto na BA

Escoltado por seguranças e sem dar entrevistas, deputado falou aos fiéis em Salvador sobre a pressão para deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos

Heliana Frazão

05 Abril 2013 | 08h58

SALVADOR - Com cerca de uma hora e cinquenta minutos de atraso, o deputado federal e pastor Marco Feliciano(PSC-SP) chegou à Igreja Batista do Avivamento Profético, no bairro da Ribeira, na Cidade Baixa, em Salvador, na noite desta quinta-feira, 4, para realizar uma pregação, como convidado no 20º Congresso do Poder do Impacto do Espírito Santo. Protegido por seguranças, o deputado entrou rapidamente por um portão localizado na lateral do templo e evitou a imprensa. Ao final, ele deixou o local da mesma forma, com o rosto escondido pelo paletó.

Feliciano não chegou a ver cenas de protestos protagonizadas, à frente do prédio, por um pequeno grupo ligado ao Grupo Gay da Bahia (GGB). Com cartazes, o grupo acusava o parlamentar de homofobia e racismo.

O parlamentar ficou na igreja por cerca de uma hora, falando como se recitasse. Em meio à pregação fez referências sobre as pressões que vem sofrendo para renunciar à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Lembrou que, questionado por uma jornalista em Brasília sobre como estaria suportando esses momentos "difíceis", teria respondido: "Minha filha, sou um homem que não sabe bater, mas que aguenta apanhar".

O deputado também criticou repórteres pela entrevista com a mãe dele, no interior de São Paulo, sobre o seu passado. Nesta semana, em entrevista à Folha de S.Paulo, o pastor afirmou que a mãe teve uma clínica de aborto. "Minha mãe é uma mulher de quem me orgulho muito. Foi pobre, sofreu, muito, foi mãe solteira, mas superou tudo. Existem seres humanos cruéis, que não respeitam ninguém. Ela é mulher de 70 anos, mas ainda assim foram procurá-la", criticou, acrescentando que tem sofrido muito preconceito, até contra o seu cabelo. "Deixem falar, deixem criticar, logo seremos exaltados, aqueles que debocham verão a nossa vitória", afirmou. Feliciano foi muito aplaudido.

O deputado deixou o palco com a mesma rapidez com que entrou. Ele deixou a igreja, protegido por um cordão formado por seguranças e policiais militares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.