''Aprovamos projetos de relevância'', diz presidente

Vaz de Lima alega que avaliação quantitativa ?nem sempre retrata de forma justa? a ação do Legislativo

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

03 de janeiro de 2009 | 00h00

Na reta final do seu mandato à frente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Vaz de Lima (PSDB) considera que a Casa fez um "trabalho bem feito" em 2008. "Aprovamos projetos de grande relevância para o povo de São Paulo, como a venda do banco Nossa Caixa e a autorização de empréstimos internacionais para que o governo tenha condições de ampliar os investimentos em todo o Estado", disse. "Uma avaliação apenas quantitativa nem sempre retrata de forma justa o trabalho do Legislativo", defendeu o presidente.Segundo ele, o aumento da fila de projetos à espera de votação em 2008 - de 650 para 2.010 - aconteceu porque muitas propostas foram desengavetadas nas comissões. "A maioria delas refere-se a pareceres do Tribunal de Contas do Estado que precisam ser votados em plenário, mas estavam parados na Casa. Demos andamento, mas, infelizmente, não tivemos tempo de votá-los", explicou. "Em ano eleitoral, temos de definir prioridades."O deputado elogiou os parlamentares pelo trabalho feito nas comissões temáticas. "Uma nova regra definiu que os projetos mais simples sejam aprovados nas comissões, não precisando passar pelo plenário. O resultado disso é que aprovamos 507 projetos em 2008 só nas comissões, contra 178 no ano anterior."Vaz destacou outras ações de 2008. "Criamos a TV Web para dar transparência, a TV digital. Isso tudo representa um avanço enorme no sentido de aproximar o trabalho dos deputados da população." Para 2009, ele promete digitalizar todo o acervo da Casa.No geral, os deputados também não viram prejuízos ao funcionamento do Legislativo em meio às eleições. "Não encaro dessa forma. Aprovamos projetos muito importantes para o Estado e espero que 2009 seja um ano melhor ou tão bom quanto 2008", afirmou o líder do governo, Barros Munhoz (PSDB)."Vamos relativizar. É preciso entender que a representação política no Brasil se dá através de partidos e a tarefa deles é a perspectiva do poder. Portanto, é parte do jogo político que os deputados, vereadores e senadores participem desse jogo. Nós tivemos um funcionamento quase regular, se tivermos esse entendimento", disse o líder do PT, Roberto Felício.

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