Aprovados 3 mil cargos no Executivo federal

A Câmara aprovou ontem a criação de um total de 3.090 cargos no Executivo. Quando todos os cargos estiverem preenchidos o impacto dos gastos será de, pelo menos, R$ 257 milhões por ano. Além dos 440 cargos para Agência Brasileira de Inteligência (Abin), instituídos por medida provisória, foram criados mediante projeto de lei 2.650 postos - com gasto adicional de R$ 190 milhões por ano, conforme o Ministério do Planejamento. O preenchimento dos cargos será por meio de concurso público. "Isso não é um trem da alegria, é um transatlântico", criticou o deputado Mendes Thame (PSDB-SP). O também tucano Arnaldo Madeira (SP) fez as contas e totalizou, com a aprovação de ontem, a criação neste ano de mais de 60 mil cargos e funções em comissão - gratificações que são pagas aos servidores. "É a marcha da insensatez. A situação é de insegurança internacional e o País está criando cargos para a sociedade pagar. Depois reclamam da taxa de juros, quando não se faz uma política fiscal séria de controle dos gastos públicos", afirmou Madeira. Na justificativa que encaminhou ao Congresso, o governo afirma que 2.400 cargos de analista técnico de políticas sociais vão atender às necessidades emergenciais do setor. Outros 250 cargos serão do quadro de pessoal da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia ligada ao Ministério da Fazenda. Desses cargos, 200 são de nível superior e 50 de nível médio. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), em discurso no plenário citou os gastos do governo para concluir: "Em tempo de Olimpíadas e de recordes, o governo Lula é o campeão mundial de gastança." De acordo com números do líder tucano, a despesa do governo com pessoal subiu de R$ 79 bilhões em 2003 para R$ 127 bilhões em 2007. Um crescimento de 61%.

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