Aprovado pelo PMDB, Temer se diz 'orgulhoso' do partido

Deputado afirmou que todas as divergências com o PT nos estados serão resolvidas a tempo

Carol Pires, estadão.com.br

18 Maio 2010 | 13h08

BRASÍLIA - Com a indicação para ser vice na chapa da petista Dilma Rousseff na corrida pela sucessão de Lula aprovada esta manhã pela Executiva do PMDB, o deputado Michel Temer (SP) saiu da reunião se dizendo orgulhoso do partido. Disse acreditar que todas as divergências entre PT e PMDB nos estados serão resolvidas a tempo, para que os partidos caminhem para uma campanha "naturalmente vitoriosa". A Convenção Nacional do PMDB que oficializará a indicação de Dilma e Temer como candidatos a presidente e vice está marcada para os dias 12 e 13 de junho.

 

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A reunião da Executiva, na sede do partido na Câmara dos Deputados, durou menos de uma hora. Ao final, Temer foi ao encontro dos jornalistas e disse: "Fico orgulhoso do partido. O partido resolveu me indicar. É claro que eu fico muito entusiasmado com essa hipótese - mais que entusiasmado. Mas com muita cautela".

 

Temer fala em cautela porque o PMDB também aprovou hoje a formação de uma aliança com o PT. Mas isso não significa que os partidos estejam unidos em todos os estados da federação.

 

Em Minas, no Pará, na Bahia, no Maranhão e no Ceará dois candidatos - um do PT e outro do PMDB - cobiçam ser o indicado para governador ou senador e esperam a desistência do outro para conseguir uma campanha única apoiada por ambas as legendas. "Estamos com toda a cautela nessa questão, vamos unir o PMDB para levar a uma campanha naturalmente vitoriosa", disse Temer.

 

O PMDB espera que em Minas Gerais, por exemplo, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel renuncie à candidatura ao governo estadual para apoiar o senador Hélio Costa, do PMDB.

 

"A questão de Minas vai ser solucionada no dia 6 de junho. Eu ouço muita história, muita notícia, mas ontem ainda o presidente do PT, José Eduardo Dutra, me afirmava, assim como o candidato Hélio Costa, que no dia 6 terá solução. Não houve modificação nenhuma de nada", confirmou Temer.

 

Michel Temer disse também que pretende se empenhar na campanha, mas que aliará os compromissos eleitorais com a presidência da Câmara dos Deputados, que ocupa desde o ano passado.

 

"Vou começar algumas viagens agora, mas claro que intensificação dessas viagens se dará após a aliança formalmente estabelecida no dia 12 de junho", disse. "Serei um vice nos limites da Constituição. Quando ocupo um cargo eu cumpro a tarefa constitucional. Serei extremamente discreto, como convém a um vice".

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