Andre Lessa/AE
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Aprovação de Lula sobe para 80% em junho, aponta CNI/Ibope

Pela primeira vez, pesquisa analisou cenários para 2010 e mostrou Serra liderando com 38% contra 18% de Dilma

Gerusa Marques, da Agência Estado,

09 de junho de 2009 | 11h48

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78% em março para 80% em junho, apontam os dados da pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, 9. O porcentual de entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom também melhorou: passou de 64% para 68%. O índice dos que desaprovam a gestão de Lula caiu de 19% para 16%.

 

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A pesquisa mostrou uma elevação no número de pessoas que afirmam que o governo brasileiro está tomando as medidas corretas para enfrentar a crise. O índice, que era de 59% em março, subiu para 69% em junho.

 

Para a disputa presidencial de 2010, de acordo com pesquisa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) aparece em primeiro lugar com 38% das intenções de voto, seguido pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com 18%. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) detém 12% ocupando o terceiro lugar e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) tem 11%.

 

Em outra lista, em que o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, Ciro Gomes e Dilma Rousseff aparecem empatados na liderança, com 22% e 21%, respectivamente. O tucano Aécio vem em terceiro lugar, com 12%, seguido de perto por Heloísa Helena, com 11%.

 

Esta é a primeira vez que a pesquisa CNI/Ibope investiga cenários para as eleições presidenciais de 2010.

 

A pesquisa foi feita entre os dias 29 de maio e primeiro de junho, ouviu 2002 entrevistados, em 143 municípios. O universo é de eleitores com mais de 16 anos.

 

Otimismo sobre crise

 

A pesquisa mostrou que o brasileiro está mais otimista em relação à crise econômica e seus efeitos no País. De acordo com os dados, houve uma queda de 37% para 26% das pessoas que consideravam a crise muito grave. E subiu de 46% para 52% os entrevistados que consideram a crise grave. O porcentual de pessoas que consideram a crise pouco grave subiu de 9% para 13% e outros 9% consideram a crise nada grave, ou não souberam responder.

 

Também houve um crescimento entre os entrevistados que afirmam que o Brasil está mais preparado para a crise. Eram 39%, em março, e agora são 48%. A pesquisa detectou ainda uma mudança em relação à projeção de consumo. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que não alterou e nem pretende alterar os seus hábitos de consumo. Em março esse porcentual era de 45%.

 

Houve também um aumento no porcentual de pessoas que apostam que a crise trará poucos prejuízos para o País: 53% disseram que a economia brasileira será pouco prejudicada. Em março eram 44%. Nesta última pesquisa 30% disseram acreditar que a economia será muito prejudicada, contra 40% em março. Os entrevistados apontaram também quais os principais efeitos da crise internacional no País. O primeiro deles foi o aumento no preço dos produtos, seguido de dificuldades para pagar dívidas já contraídas e perda no emprego. Também há o receio de aumento nas taxas de juros para a compra de eletrodomésticos, carros e motos.

 

Na avaliação sobre as medidas que o governo está tomando para enfrentar a crise, repercutiram bem, segundo a pesquisa, as condições de financiamento para compra de bens como fogão, geladeiras e móveis e os financiamentos para a compra de carros e casa própria.

 

Doença de Dilma

 

A pesquisa mostra que a doença da ministra é mais conhecida entre os entrevistados que sua pré-candidatura à Presidência da República. O linfoma da ministra é a terceira notícia mais lembrada espontaneamente pelos entrevistados, com 10% das citações, enquanto a pré-candidatura teve 4% das menções.

 

A primeira notícia, com 15% das menções, é sobre a crise financeira internacional e seus efeitos no Brasil, seguida do lançamento do programa do governo de construção de casas populares (Minha Casa Minha Vida), com 11% das citações. Os entrevistados eram questionados sobre quais foram as duas principais notícias sobre o governo que saíram na imprensa.

 

Também estão entre as mais citadas as viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e à Turquia; os casos de gripe suína no Brasil; a criação da CPI da Petrobras; a redução do IPI para produtos como geladeira, fogão e máquina de lavar roupas; a doença do vice-presidente, José Alencar; e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

 

Texto atualizado às 15h08

 

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