Juan Guerra/AE
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'Aprovação de Huck é natural, mas ainda é cedo', diz estrategista do mercado financeiro

Estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, estima que debate sobre candidatos deva ganhar força a partir de março

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 11h58

SÃO PAULO - A aprovação de 60% do apresentador de TV Luciano Huck na Pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos é natural, ainda que seja muito cedo para uma discussão sobre os nomes e as candidaturas mais fortes para as eleições de 2018. A avaliação é do estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido. "É muito natural ele [Luciano Huck] ter uma rejeição baixa", disse Plácido, observando que o apresentador nunca atuou como líder político ou ocupou cargo público executivo. "Mas é preciso dizer que ainda é muito cedo para falar sobre nomes", disse.

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O estrategista argumentou que a expectativa dos agentes do mercado financeiro é vislumbrar candidatos reformistas entre os futuros presidenciáveis. Ele observa que os candidatos "outsiders", ou seja, que nunca estiveram na política ou em algum cargo executivo, são mais imprevisíveis. "Mas ainda estamos tão distantes dessa discussão. Esse debate político vai ganhar força mesmo lá por março", disse Plácido.

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Sobre a reforma da Previdência, o estrategista-chefe afirmou que, se a PEC for aprovada na Câmara ainda neste ano, o Ibovespa pode subir a 80 mil pontos. Caso a aprovação aconteça mesmo será um verdadeiro rali de fim de ano, porque ele entende que essa possibilidade sequer está precificada. Caso estivesse, o Ibovespa estaria marcando 77 mil pontos hoje, segundo o estrategista.

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Plácido entende que o investidor não está apostando seu dinheiro na aprovação da reforma da Previdência por pura cautela. "O mercado é como 'gato escaldado'. Em maio, estava tudo andando bem, rumo à aprovação. Veio a delação [e a divulgação de áudios do empresário Joesley Batista comprometendo Michel Temer] e aconteceu o que aconteceu", disse. "Então, se aprovação vier, 'é lucro'", disse.

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O estrategista-chefe da XP argumentou que ainda há um grande grau de incerteza sobre a aprovação ou não das mudanças e quanto "desidratada" será a proposta. Ele argumentou, entretanto, que o mais importante é observar que hoje existe, sim, uma discussão sobre a reforma. "Só o fato de eles [os parlamentares] terem ido lá [no jantar oferecido no Palácio do Alvorada] para ouvir os economistas sobre a necessidade da reforma já é bom. Isso significa que eles estão ouvindo, o que gera um viés positivo", afirmou.

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