Aprovação de fundo de previdência para servidores estanca 'sangria', diz ministro

Para Garibaldi, a proposta resolverá o déficit das aposentadorias e pensões 'no longo prazo'

Ricardo Brito, Agência Estado

28 de março de 2012 | 20h28

BRASÍLIA - O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, afirmou nesta quarta-feira, 28, que a aprovação do projeto que cria o fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais, o Funpresp, vai "estancar uma sangria insuportável" para os cofres públicos. Para Garibaldi, que acompanhou a votação no plenário do Senado, a proposta resolverá o déficit das aposentadorias e pensões "no longo prazo".

"O projeto vai resolver (o problema) a longo prazo. Vai estancar uma sangria insuportável. Vai nos tornar distante da situação que vive hoje o velho mundo, que é obrigado a cortar benefícios porque a Previdência não se tornou sustentável ao longo do tempo nem o Tesouro conseguiu mais cobrir os déficits da previdência", comemorou Garibaldi, que é senador licenciado. A proposta seguirá agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Para o ministro, o projeto é um "passo decisivo" para melhorar um sistema que, segundo ele, está "praticamente falido". Garibaldi classificou como "infundadas" as suspeitas de que possa ocorrer aparelhamento partidário ou cobiça na gestão dos fundos. Apesar disso, ele disse que os fundos serão fiscalizados pela Secretaria Nacional de Previdência Complementar (Previc). Mas defendeu o fortalecimento da autarquia vinculada ao Ministério da Previdência.

Garibaldi disse que os fundos, que têm R$ 500 bilhões em patrimônio, constituem uma "experiência vitoriosa no Brasil". Segundo o ministro, dos 22 grandes fundos existentes no mundo, 11 gerem recursos de servidores públicos. Para ele, a votação da matéria no Senado foi mais tranquila, porque a Câmara dos Deputados facilitou o projeto. "Nós tivemos o amadurecimento de tudo o que aconteceu na Câmara", afirmou.

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