Aprovação da CPMF é questão estratégica para o País, diz Dilma

Ministra-chefe diz que não aprovar a prorrogação será um 'problema para processo virtuoso que vive o Brasil'

Nalu Fernandes, do Estadão

22 Outubro 2007 | 15h45

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que a não-aprovação da CPMF vai significar um grande problema para o processo virtuoso que o País vive. "A aprovação da CPMF é questão estratégica para o País", disse.   Veja também:   Entenda o 'imposto do imposto' e veja gráfico    A ministra não acredita que a oposição não vá aprovar a emenda em tramitação no Congresso. "Principalmente a oposição responsável que existe no Brasil, que não pode alegar que não tem experiência porque governou o País até 2002 e sabe perfeitamente que não pode fazer isso. Nós temos que ser um governo melhor que a atual oposição foi e a oposição tem que ser melhor do que fomos", disse em entrevista, em Washington. A questão, segundo ela, não pode comprometer o orçamento público do País.   A ministra classifica como crucial a reforma política e avalia que parte desta reforma tem que ser iniciada no Congresso. No entanto, ela acredita "que não se pode demonizar uma instituição". Isso significa, segundo ele, que a necessidade de aprovar a reforma política não está apenas concentrada no Congresso Nacional. "Eu venho de um processo de ditadura. Acho o Congresso uma das melhores coisas que existem. Um Congresso com deficiências é melhor do que não ter Congresso. Tenho grande apreço pelo Congresso brasileiro."   Ela reiterou inúmeras vezes que não é candidata à sucessão presidencial e que a discussão em torno da eleição é de interesse apenas de quem quer esvaziar o mandato da administração atual.

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