Aprovação ao governo e a Lula volta a subir

A aprovação ao governo federal e ao desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a subir em maio, depois do tombo registrado em março pela pesquisa CNT/Sensus.Há dois meses, o impacto da crise econômica fez com que a parcela da população satisfeita com o desempenho de Lula caísse de 84% para 76,2%. Agora, com o aumento do otimismo em relação à economia, o presidente passou a ser aprovado por 81,5%. A aprovação ao governo como um todo subiu de 62,4% para 69,8% entre março e maio, depois de cair 10 pontos porcentuais entre janeiro e março.No campo político, a recuperação do apoio a Lula coincide com uma ofensiva recente da oposição, que chegou a acenar com o risco de confisco ao atacar o projeto do governo que permite a tributação das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil, além de promover a abertura de uma CPI sobre supostas irregularidades na Petrobrás.No campo econômico, os sinais de que o medo da crise diminuiu nos últimos 60 dias são generalizados. A parcela de entrevistados que viu melhora no emprego nos seis meses anteriores subiu de 20,9% para 32,3%. O medo de perder o emprego, que acometia 44,8% dos ouvidos pelo Sensus em março, atinge agora 39,1%.Para 50,4%, o Brasil está lidando adequadamente com a crise. Há dois meses, 40,1% manifestavam essa opinião. Também subiu o porcentual dos que consideram que o Brasil sairá da crise fortalecido em relação a outros países (de 46,3% para 55,9%).MEDIDASNo intervalo entre as duas últimas pesquisas, Lula anunciou a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os automóveis. Também isentou de IPI os eletrodomésticos da chamada linha branca, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar.No último dia 18, o governo também alardeou a criação de 106 mil empregos formais em abril, o segundo resultado positivo no ano. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, chegou a prever a geração de 1 milhão de vagas em 2009.

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