Aposentado, Joaquim Barbosa não deixa de criticar políticos pelo seu Twitter

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do mensalão usa as redes sociais para manifestar suas posições e também contestar deputados, ministros e até a presidente da República

O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2015 | 05h00

Relator do julgamento do mensalão, o primeiro a levar alguns dos principais nomes da cúpula do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a prisão, Joaquim Barbosa tem usado seu Twitter para  manifestar suas opiniões e posicionamentos políticos e também alfinetar deputados, ministros e até a presidente da República. 

Relembre alguns episódios que viraram alvos recentes de Barbosa nas redes:

1. Consulta de Dilma ao Ministério Público para indicar ministros - Em dezembro de 2014, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal ironizou em seu Twitter a iniciativa da presidente Dilma Rousseff de consultar a Procuradoria-Geral da República sobre suas indicações para a reforma ministerial logo após ser reeleita.

2. Demissão de José Eduardo Cardozo - Um dia após a imprensa divulgar um encontro do ministro da Justiça com advogados de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, em fevereiro deste ano, Barbosa criticou o episódio e chegou a pedir a demissão do ministro de José Eduardo Cardozo.“Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma demita imediatamente o ministro da Justiça”, escreveu em seu perfil. 

O episódio causou grande repercussão, sobretudo entre os petistas, que revidaram o ex-ministro. Diante disso, Joaquim Barbosa usou novamente a rede social para se manifestar e dizer que é "um cidadão livre"

3. PEC da Bengala - Não são só os representantes do poder Executivo que são criticados pelo ex-ministro do Supremo. Contrário a chamada PEC da Bengala, que prevê a aposentadoria compulsória aos ministros do Supremo aos 75 anos, Barbosa atacou no Twitter os parlamentares enquanto eles discutiam um dos pontos da PEC, que previa que deputados realizassem nova sabatina com os magistrados quanto tivessem 70 anos e até que os parlamentares pudessem indicar juízes. “Nomeação de juízes por parlamentares: se isso vier a acontecer, será um desastre para o Brasil”, tuitou na época.

4. Fala do governo após protestos - Um dia após a primeira onda de manifestações contra a presidente Dilma Rousseff, em 15 de março deste ano, o ex-ministro considerou um "erro" a estratégia de Dilma de não se pronunciar e colocar os ministros para falar em seu nome em resposta aos manifestantes. Na ocasião, ele também apoiou as falas dos ministros do governo condenando os manifestantes que defendiam a volta da ditadura e também contra as doações de empresas a campanhas eleitorais. 

 

5. Aumento da verba do fundo partidário - Joaquim Barbosa classificou de "escárnio" a proposta aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff que triplicou o volume de recursos do Fundo Partidário, destinado a abastecer o caixa de partidos  - de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. 

6. Dilma diz não confiar em delatores - O ex-ministro do Supremo não poupou a fala da presidente Dilma Rousseff que disse "não confiar em delatores", ao ser indagada sobre a delação do dono da UTC Ricardo Pessoa implicando a campanha dela nos desvios na Petrobrás. "Nunca vi um Chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual Presidente", tuitou Barbosa.

7. Manobra de Eduardo Cunha para aprovar redução da maioridade penal - Contrário a redução da maioridade penal, Barbosa afirmou que era ilegal a manobra do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMD-RJ) de botar o assunto em pauta um dia depois de os deputados terem rejeitado a proposta de reduzir para 16 anos a maioridade penal.

8. Câmara restabelece doações eleitorais de empresas - Crítico do financiamento empresarial das campanhas políticas, Joaquim Barbosa fez duras críticas aos parlamentares após a Câmara dos Deputados derrubar a proposta do Senado de acabar com as doações de pessoas jurídicas a partidos e políticos. “Pois é. Em poucos dias os ilustres deputados derrubaram a saudável proibição do desvio de dinheiro das empresas para políticos e partidos. Agora está tudo muito claro, né? Vc já sabe: o que a maioria dos políticos (não todos, claro) quer é: dinheiro, dinheiro, dinheiro!!!”, tuitou.

Barbosa chegou a insinuar ainda que Dilma deveria vetar a polêmica proposta

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