Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Jucá diz que, após votação da denúncia, foco deve ser economia

O líder do governo no Senado informou que as duas Casas farão reuniões para decidirem votação dos projetos

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2017 | 22h15

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse ao Estado/Broadcast que, após a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), a hora é de focar na economia e na melhoria da atuação do governo. Segundo ele, essa melhora pode ocorrer com o desbloqueio do Orçamento.

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Na sua avaliação, é possível um novo desbloqueio até o final do ano. Jucá informou que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, está fazendo estudo para isso, mas com muita cautela. "Na hora que melhorar o desbloqueio, melhora a atuação do governo. O governo estava contingenciado e agora vai dar um horizonte", disse.

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O senador defendeu também a continuidade de uma agenda de medidas de estímulo à economia. "O Planejamento tem uma série de propostas. Estamos discutindo", disse.

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Jucá informou que a Câmara vai se reunir, na semana que vem, para fazer a proposta de votação dos projetos e o Senado também fará a sua reunião. Ele defendeu a votação da proposta que traz regras para a edição de MPS que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer votar.

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"No Senado, a agenda econômica não tem muita coisa. Estamos aguardando o que vier da Câmara", disse. A retomada da votação da reforma da Previdência, disse ele, vai depender da Câmara.

Como informou o Estado, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prepara uma agenda própria da Casa para apresentar no dia seguinte ao da votação. A pauta deve ter matérias econômicas articuladas pessoalmente por ele e projetos de maior apelo popular, principalmente nas áreas da segurança pública e saúde.

Os 251 votos em favor do governo nesta quarta-feira ficaram abaixo da marca verificada na votação da primeira denúncia, quando Temer conseguiu 263 votos. Já a oposição passou de 227 votos na sessão de 2 de agosto para 233 votos nesta quarta-feira. O placar menor sinaliza que o Planalto terá dificuldades em aprovar a reforma da Previdência, por exemplo, que necessita de 308 votos.  

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