Após vitórias nas eleições, PT afirma que 'não está no banco dos réus'

Em nota, partido diz que derrota tucana mostra 'cansaço' do projeto do PSDB pela população de SP

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

29 de outubro de 2012 | 18h35

A executiva estadual do PT avalia que o resultado das eleições no Estado de São Paulo "abafou as vozes daqueles que tentaram fazer do julgamento do Supremo Tribunal Federal (mensalão) um instrumento de desgaste e de destruição da sigla". Em nota oficial, com o balanço da disputa, a executiva petista alega também que essas eleições representaram a "pior derrota" da história do PSDB. "O balanço dos setores conservadores em São Paulo é o pior possível. Mais uma reposta dada pelo povo paulista tanto ao 'cansaço' do projeto tucano no Estado como à ofensiva conservadora e autoritária contra o nosso projeto", diz a nota.

Para a executiva, esta eleição trouxe o "melhor resultado da história" para o partido e mostra que "o PT não está no banco dos réus". "A sociedade falou em alto e bom tom que o 'PT não está e nunca esteve no banco dos réus' e que o Partido dos Trabalhadores é o maior instrumento de construção de uma sociedade justa e igualitária. A resposta a todos os ataques que sofremos foi dada pela população através da manifestação democrática: o voto."

Em contrapartida, a nota compara o resultado da legenda ao obtido pelo seu maior rival, o PSDB, com destaque para a perda de cidades consideradas redutos tucanos no Vale do Paraíba, reduto do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). "A nossa vitória no Vale do Paraíba é um exemplo do crescimento do PT em uma região que sempre foi tida como base do PSDB, inclusive por ser a região originária do governador Geraldo Alckmin. Lá vamos governar nove prefeituras, destacando São José dos Campos, principal polo regional, e Jacareí, onde obtivemos o quarto mandato sucessivo", diz o comunicado.

Esse resultado, avaliam os membros da executiva, apresenta uma "nova correlação de forças políticas no Estado", especialmente no Interior, para a construção de um campo político que seja "alternativo" ao PSDB - que comanda o Estado há 18 anos. "É preciso darmos mais ênfase às nossas propostas para um novo modelo educacional e de saúde no Estado. É preciso enfrentarmos o esgotamento do modelo de segurança pública. Temos todas as condições de apresentarmos ao interior do Estado um projeto de desenvolvimento regional que garanta a descentralização do desenvolvimento econômico". E conclui: "O PT tem todas as condições políticas de liderar uma formulação que dialogue com a juventude e mostre a viabilidade de um projeto de desenvolvimento para o Estado que seja sustentável".

Neste pleito, o PT elegeu 68 prefeitos em São Paulo, 55 vices e 675 vereadores. Para a executiva estadual da sigla, isso representa 18,6 milhões de habitantes, ou 45,2% de todo o Estado, "um número bastante significativo".

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