Após visita do ministro das Cidades, MST deixa prédio da CEF

Movimento promove ocupações e protestos em oito Estados, que fazem parte da Jornada de Lutas

da Redação

16 de abril de 2008 | 16h34

Trabalhadores rurais e assentados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)  deixaram nesta quarta-feira, 16, a sede da Caixa Econômica Federal (CEF)após pedido do ministro das Cidades, Marcio Fortes. "Negocicação não é a arte de ganhar, é arte de entendimento recíproco", disse em entrevista à rádio CBN. O movimento ocupou o local durante toda a manhã e começo de tarde.  O MST realizou ocupações e protestos em oito Estados e no Distrito Federal. As ações fazem parte da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária, que lembra o Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996, no qual 19 trabalhadores rurais foram mortos em confronto com a Polícia Militar (PM).  Os manifestantes exigem o assentamento das 150 mil famílias acampadas no País e investimentos públicos na produção agrícola e habitação em assentamentos. As informações são do MST. Segundo o MST, foram cerca de mil trabalhadores rurais, mas nos cálculos da Polícia Federal, foram aproximadamente 300 pessoas. No momento da invasão, houve resistência por parte de um segurança, que chegou a puxar uma arma contra os invasores. Ele foi imobilizado. Os sem-terra ocupam todo o saguão do prédio, impedindo o acesso de funcionários, que aguardam do lado de fora.  No RS Assentados que ocuparam Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio do Estado do Rio grande do Sul(Seappa), em Porto Alegre, sairão pacificamente antes do final da tarde. Eles conseguiram o atendimento de suas reivindicações pelo governo do Estado e estão retornando aos seus assentamentos de origem. Já, os que estão acampados no prédio da Receita Federal aguardam as solução das reivindicações encaminhados junto ao governo federal, em Brasília.  O chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul César Buzatto, recebeu no inicio da tarde uma comissão do MST, ouviu sua pauta de reivindicações, reconheceu o problema dos assentados no Estado e concordou em atender as suas reivindicações e assumiu a responsabilidade de interlocutor do governo junto ao movimentos. A reunião aconteceu no Palácio Piratini e teve o acompanhamento do Secretário da Agricultura João Carlos Machado e dos deputados Dionilson Marcon e Raul Pont, ambos do PT-RS. (Com Wálmaro Paz, de O Estado de S.Paulo)

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