Após veto, PDT será convidado para reunião do Conselho Político

Exclusão do partido em encontro com Dilma foi vista como retaliação por votos divididos no projeto do salário mínimo; nesta terça, líder petista na Câmara informou sobre convite à legenda

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

03 de março de 2011 | 17h11

Depois de ter sido excluído da reunião dos partidos da base com a presidente Dilma Rousseff, o PDT participará da reunião do Conselho Político, em data ainda a ser marcada. O Conselho Político reúne os presidentes e os líderes dos partidos aliados. "O PDT será convidado para a reunião do Conselho Político. É lá que vamos debater as políticas do governo", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

O partido também estará na reunião da base no próximo dia 15. Faz parte da rotina do líder do governo reunir os líderes aliados todas as terças-feiras durante um almoço para discutir a pauta da semana. O líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), confirmou que participará desse encontro no dia 15 de março. Na próxima terça, por conta do carnaval, não haverá essa reunião.

O PDT não foi convidado para o encontro da base com Dilma realizado nesta quarta-feira, 2, como uma forma de retaliação por não ter defendido o valor do salário mínimo de R$ 545, fixado pelo governo. Foi o único partido aliado a não ser convidado para o encontro. Dos 26 deputados do PDT que participaram da votação do projeto do mínimo, nove deram seus votos ao valor de R$ 560, 16 seguiram a orientação do Palácio do Planalto e um se absteve.

Sobre a exclusão de seu partido, o líder do PDT reagiu ontem afirmando que não existe alinhamento automático de sua bancada. "Somos aliados e não subordinados. Isso tem de ficar bem claro e temos certeza de que não teremos dificuldades de convivência com o governo, que compreende isso", afirmou Queiroz. Ele disse também que compreendeu as motivações da presidente e que ela evitou o constrangimento mútuo de ver recusado o convite. Para o deputado, os líderes foram comemorar no Palácio o salário mínimo de R$ 545, mas ele defendeu o valor de R$ 560.

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