Após ver ?Olga?, Suplicy quer mudar nome de ala do Senado

A pré-estréia do filme brasileiro "Olga", nesta quarta-feira em Brasília, repercutiu hoje no plenário do Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT/SP), um dos espectadores do filme dirigido por Jayme Monjardim, questionou da tribuna por que a Casa mantém a homenagem ao ex-senador e chefe de Polícia do Distrito Federal do governo Getúlio Vargas, Filinto Müller, que denomina uma das alas dos gabinetes dos senadores. Com a voz embargada, Eduardo Suplicy pediu da tribuna que os senadores "reflitam melhor" sobre a questão e leu a última carta que Olga Benário enviou ao marido, o líder comunista Luiz Carlos Prestes e à filha, da Alemanha, pouco antes de ser assassinada pelos nazistas, em um campo de concentração para prisioneiros judeus. Filinto Müller foi um dos responsáveis pela prisão e pela permissão para a deportação de Olga, que era alemã e tinha vindo para o Brasil na juventude, destacada pela organização comuni sta soviética para cuidar da segurança de Prestes.Um projeto de resolução do senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) sugere a troca do nome Ala Filinto Müller por Ala Nelson Carneiro (ex-senador, autor da Lei do Divórcio e relator da emenda que instituiu o parlamentarismo no país, em 1961) e está pronto para ser votado pelo plenário. "Como órgão máximo do exercício da democracia, (o Senado) não pode ter uma das suas mais importantes alas denominada Ala Filinto Müller, um inimigo histórico das práticas democráticas", argumenta Sérgio Cabral em seu projeto. A proposta do senador fluminense tem parecer pela rejeição na Comissão de Educação. No seu parecer, o relator Edison Lobão (PFL-MA), argumenta que Filinto Müller, quando parlamentar, conquistou a amizade e a admiração de senadores e deputados. As informações são da Agência Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.