Após vazamento, ANP proíbe atividades de perfuração da Chevron no Brasil

Decisão vale até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo incidente no litoral do Rio.

BBC Brasil, BBC

23 de novembro de 2011 | 20h33

A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) decidiu nesta quarta-feira suspender todas as atividades de perfuração da petroleira Chevron em território brasileiro.

A decisão vale "até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo" em um poço operado pela empresa no Campo de Frade, na Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro.

Ocorrido no dia 8, o vazamento já corresponde a cerca de 3 mil barris de petróleo e atinge uma área sobre o mar de 12 km², segundo a ANP.

Em nota, a agência disse ainda que a proibição é válida "até que sejam restabelecidas as condições de segurança na área" e afirmou ter tomado a decisão baseada em análises técnicas que evidenciam negligência da concessionária.

Pré-sal

Também foi rejeitado pelo órgão o pedido da Chevron para perfurar um novo poço no Campo de Frade, para atingir a camada do pré-sal.

"A ANP entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade", dizia a nota.

A Chevron foi multada pelo Ibama em R$ 50 milhões pelo vazamento - um valor que pode aumentar, já que até seis penalidades semelhantes podem ser aplicadas.

Para efeitos comparativos, em 2009, a Chevron havia anunciado planos de investir US$ 5 bilhões (em valores atuais, R$ 8,8 bilhões) em projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, ao longo de uma década. Os R$ 50 milhões da multa representam menos de 1% desse montante. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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