Após suspeita de grampo, STF sofre ameaça de bombas

Assessoria atribuiu a ameaça à exposição do STF na operação Satiagraha da Polícia Federal

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo,

11 de julho de 2008 | 20h00

Além da varredura feita no gabinete da presidência do Supremo Tribunal Federal para identificar suspeitas de grampos telefônicos e escutas ambientais, não confirmadas, os seguranças do STF tiveram de vasculhar os três prédios do Tribunal depois de receberem telefonema anônimo com uma ameaça de bomba.   Veja também: Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Íntegra da decisão assinada pelo presidente do STF  STF manda soltar Celso Pitta, Naji Nahas e mais nove Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MP Você concorda: não há mais intocáveis no País  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas     De acordo com relato de funcionários do Tribunal, quem ligou para o STF para relatar a ameaça disse que três artefatos tinham sido instalados no Supremo. Assim que souberam da ligação, no início da manhã, os seguranças fizeram uma varredura nos prédios, nada encontrando.   A assessoria de imprensa do Supremo confirmou o fato. Classificou o ato como "lamentável" e atribuiu a ameaça à exposição do STF na operação Satiagraha da Polícia Federal, que prendeu e depois foi obrigada a soltar, por habeas corpus concedidos pelo Supremo, o sócio fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.   Acusações   Mais cedo, o juiz  Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, havia negado pedido à Polícia Federal para o monitoramento do gabinete de Gilmar Mendes. O juiz é o responsável pelos pedidos de prisão dos investigados na operação Satiagraha.   Em nota, De Sanctis diz que "jamais foi proferida decisão emanada deste juízo autorizando o monitoramento de pessoas com prerrogativa de foro, como veiculado na matéria jornalística." Ele disse, no entanto, que se for identificado qualquer desvio da PF, ele tomará as "medidas competentes. "   A Operação Satiagraha desmontou esquema de desvio de verba pública e corrupção. Nahas e Dantas são acusados de chefiar organizações criminosas distintas: uma realizava a evasão de divisas com um fundo de cerca de US$ 2 bilhões em um paraíso fiscal e a outra fazia lavagem de dinheiro. Pitta é acusado de ser dono de uma conta bancária no exterior e de ser cliente de operações de câmbio irregulares feitas por Nahas.

Tudo o que sabemos sobre:
STFGrampos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.