DANIEL TEIXEIRA / ESTADAO
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Após STF negar pedido de Lula, PT diz que 'Constituição foi rasgada'

O partido critica ainda o fato de o STF pautar o julgamento do habeas corpus de Lula antes de apreciar as ações que tratam do cumprimento da pena após a condenação em segunda instância

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2018 | 01h42

BRASÍLIA - Logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar por 6 votos a 5 o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar que o petista fosse preso, a Executiva Nacional do PT divulgou nota em que fala num "dia trágico para a democracia". Acrescenta ainda que a "Constituição foi rasgada".

 "Hoje é um dia trágico para a democracia e para o Brasil. Nossa Constituição foi rasgada por quem deveria defendê-la e a maioria do Supremo Tribunal Federal sancionou mais uma violência contra o maior líder popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", diz a nota.

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 O partido critica ainda o fato de o STF pautar o julgamento do habeas corpus de Lula antes de apreciar as ações que tratam do cumprimento da pena após a condenação em segunda instância. "Não há justiça nesta decisão. Há uma combinação de interesses políticos e econômicos, contra o País e sua soberania, contra o processo democrático, contra o povo brasileiro", completa.

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 Para o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), houve uma "chicana jurídica" nos votos dos ministros que se posicionaram contra a concessão do habeas corpus. "A chicana jurídica engendrada por Carmem Lúcia, Fachin e Barroso, entrará para história como uma das ações mais perversas e indignas do STF em todos os tempos. Será lembrada como um gesto de covardia extrema com objetivo de perseguir Lula, seu legado e seu futuro.", escreveu Pimenta em sua conta oficial no Twitter.

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 O petista disse ainda que os ministros Barroso e Fachin "se acovardaram" diante da mídia. "O voto de Celso de Mello mostra o quanto vergonhoso se tornaram figuras como Barroso e Fachin, que se acovardaram diante da mídia e da necessidade de bajularem os poderosos deste Pais", afirmou.

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