Roberto Castro/MTUR
Roberto Castro/MTUR

Após ser exonerado por Bolsonaro, ex-ministro do Turismo reafirma 'lealdade' ao presidente

Pelas redes sociais, Marcelo Álvaro Antônio fez agradecimentos públicos e chamou o mandatário de 'amigo e irmão'

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2020 | 08h26

Depois de ser exonerado do cargo de ministro do Turismo pelo presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio fez agradecimentos públicos ao presidente. Nas redes sociais, o agora ex-ministro chamou Bolsonaro de “amigo e irmão” e reafirmou sua “lealdade” ao mandatário. Sua exoneração do cargo foi publicada na madrugada desta quinta-feira, 10, no Diário Oficial da União

“Encerro hoje a minha passagem pelo @MTurismo e a única coisa que posso dizer é MUITO OBRIGADO. Agradecer primeiramente a Deus; ao meu amigo e irmão, presidente @jairbolsonaro, pela oportunidade de integrar o melhor governo da história do #Brasil, servidores, Ministros…”, escreveu o ex-ministro no Twitter. 

Na plataforma, Álvaro Antônio publicou uma foto na qual aparece ao lado de Jair Bolsonaro. “Reafirmo meu compromisso de seguir trabalhando com ética, respeito e lealdade ao presidente @jairbolsonaro e ao meu amado Brasil!”, afirmou. 

Conforme mostrou o Estadão, a troca na pasta do Turismo ocorreu após Antônio ter exposto, em um grupo de mensagens, as articulações do governo para influenciar a sucessão do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

O agora ex-ministro disse que o general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, ofereceu a pasta do Turismo ao Centrão em troca de apoio ao candidato do Planalto. Em um grupo de WhatsApp formado por ministros, ele escreveu:  “Não me admira o Sr Ministro Ramos ir ao PR (presidente) pedir minha cabeça, a entrega do Ministério do Turismo ao Centrão para obter êxito na eleição da Câmara dos Deputados”. 

Ao demitir Álvaro Antônio, o presidente o repreendeu por ter exposto divergências em um grupo de WhatsApp e disse que as diferenças deveriam ser resolvidas pessoalmente, não em público. 

Bolsonaro escolheu para a vaga o presidente da Embratur, Gilson Machado, seu amigo pessoal. Com isso, o mandatário facilita uma futura troca para acomodar o Centrão em busca de votos pelo comando da Câmara. O Ministério do Turismo é bastante cobiçado pelo grupo que se aproximou do governo em troca de cargos.

Machado é conhecido por acompanhar o presidente em viagens pelo Brasil e por ser figura constante nas “lives” presidenciais, em que costuma tocar sanfona.

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