Agência Senado
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Após ser chamado de bandido, senador que denunciou Jucá no Conselho de Ética rebate acusações

Telmário Mota (PDT-RR) afirmou nunca ter feito parte do grupo de Jucá, porque sempre teve o 'cuidado de não andar com más companhias'

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 15h13

Brasília - A denúncia contra Romero Jucá (PMDB-RR) no Conselho de Ética resultou em uma troca pública de farpas com o rival regional, Telmário Mota (PDT-RR). O pedetista foi o responsável por protocolar o processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra Jucá.

Na tribuna do Congresso Nacional, já exonerado do cargo de ministro do Planejamento, o senador Jucá chamou Telmário de "bandido" e "desqualificado". No Senado, ao protocolar o a denúncia, Telmário rebateu. "O Jucá pensa que todo mundo é do grupo dele. Nunca fui do grupo dele, porque sempre tive o cuidado de não andar com más companhias", disse.

Jucá também atacou a esposa de Telmário, Suzete Macedo de Oliveira. A Justiça de Roraima pediu a prisão de Suzete e outras cinco pessoas por envolvimento no chamado "escândalo dos gafanhotos", que desviou R$ 70 milhões em convênios oriundos da União em 2002.

Telmário não negou as acusações contra a esposa e disse que ela vai responder. "Ela responde por um processo por causa do caso gafanhotos, mas nunca se escondeu por isso. Ela responde como uma cidadã comum e quando a justiça achar que ela tem que pagar, ela vai pagar", disse. E aproveitou para atacar Jucá que, segundo ele, usa cargos públicos para proteger as ex-esposas.

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