Após seis horas, PF deixa empresa de Eike levando documentos

Agentes da PF também cumpriram mandado de busca na casa do empresário; ação é para combater fraude

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

11 de julho de 2008 | 15h42

Após mais de seis horas, a Polícia Federal deixou nesta sexta-feira, 11, o prédio onde está a sede da MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, no bairro do Flamengo, zona sul do Rio. Os policiais saíram levando documentos e discos rígidos de computador. A ação faz parte da Operação Toque de Midas, na qual a PF investiga possíveis fraudes na licitação que deu à MMX a concessão da Estrada de Ferro do Amapá, usada para escoar minério da Serra do Navio ao Porto de Santana. A PF cumpriu, no Rio, 3 de 12 mandados de busca e apreensão da operação.  Veja também:Eike Batista: o 3º homem mais rico do Brasil  MMX Amapá nega que tenha cometido irregularidades  As ações da Polícia Federal no governo LulaOGX e MMX despencam após busca na casa de Eike BatistaEike Batista é alvo da PF em ação contra fraude em licitação Os agentes da PF também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário e nos escritórios das empresas dele nos Estados de Minas Gerais, Amapá e Pará. Segundo a PF, a investigação é feita com base em denúncia de fraude no processo de concessão de uma jazida de minério no Estado do Amapá. Outra operação de busca e apreensão foi realizada na residência do vice-presidente da empresa de mineração da EBX, a MMX, Flávio Godinho.  O empresário Eike Batista é fundador e presidente da EBX, uma holding brasileira que atua nos ramos de mineração, logística, energia, petróleo e gás. O Grupo EBX abarca empresas como a mineradora MMX e a OGX, cujo ramo de atuação é a exploração e produção de petróleo e gás natural.  Segundo nota da PF, a operação investiga o possível desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Amapá. Há fortes suspeitas de que o minério não esteja sendo totalmente declarado perante os órgãos arrecadadores de tributos, principalmente a Receita Federal. Foram encontrados indícios de direcionamento da licitação para que as empresas de um mesmo grupo vencessem o certame. Tal direcionamento se daria com o ajuste prévio de cláusulas favoráveis às empresas deste grupo, principalmente as referentes à habilitação dos participantes no procedimento licitatório, afastando, dessa forma, demais interessados na concessão da estrada de ferro. A estrada de ferro em questão liga os municípios de Serra do Navio e Santana e é responsável pelo transporte de minério do interior do Estado para o Porto de Santana, às margens do Rio Amazonas. O nome da operação - Toque de Midas - é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro.  (Com Alberto Komatsu, de O Estado de S. Paulo  e Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br)

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