Após revogar aumento de tarifas, Alckmin anuncia corte de R$ 355 mi

Governador de SP apresentou cronograma de redução de gastos, que terá extinção de secretaria, fusão de autarquias, além da venda de parte da frota e um helicóptero

atualizado às 16h20, Renato Farias Vieira e Beatriz Bulla - O Estado de S. Paulo

28 Junho 2013 | 12h19

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou na manhã desta sexta-feira, 28, corte de gastos para compensar as perdas com a diminuição da tarifa do metrô e da CPTM. O contingenciamento será de R$ 355,5 milhões, sendo R$ 129,5 milhões este ano e R$ 226 milhões em 2014.

A Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano foi extinta e incorporada à Casa Civil. Parte da frota do Estado e um helicóptero serão vendidos. Haverá fusão entre as fundações do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), do Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam).

Haverá redução de gastos com prédios, aluguéis, veículos e enxugamento de funcionários. Porém, a fusão entre as três autarquias tem de ser aprovada pela Assembleia Legislativa. O projeto está sendo encaminhado à Casa. Estão previstos ainda a extinção de 2036 cargos comissionados que estavam vagos.

Em entrevista exclusiva à TV Estadão nesta tarde, Alckmin afirmou que os anúncios feitos nesta manhã fazem parte de um conjunto de medidas de responsabilidade fiscal, que servem para incentivar investimentos. "A sociedade deseja a redução do custo Brasil", afirmou. De acordo com ele, a área de mobilidade urbana não será afetada. "[Nesse setor] o que mais precisamos é investimento", comentou.

De acordo com ele, o ajuste fiscal é uma "obra permanente" e vem sendo feito desde o governo Mário Covas. Alckmin ressaltou que o governo estadual estuda outras medidas com vistas a "melhorar a eficiência do gasto público". "Estamos estudando outras reformas para manter política pública com menor custo", afirmou.

As medidas se alinham ao discurso nacional do PSDB, que na onda das manifestações nas ruas cobrou da presidente Dilma Rousseff uma espécie de "reforma administrativa", com medidas moralizadoras e redução de ministérios pela metade e de cargos.

O custo anual da redução das tarifas é estimado pelo governo estadual em algo em torno de R$ 220 milhões. O valor do corte, portanto, pagaria a redução da tarifa até o final do mandato do governador.

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