Silvana Garzaro/ Estadão
Silvana Garzaro/ Estadão

Após reunião com Temer, Marta Suplicy diz que ainda não definiu partido

Senadora falou com o vice-presidente sobre uma possível filiação ao PMDB, mas ressaltou que as conversas com o PSB continuam

RAFAEL MORAES MOURA, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 13h50

Depois de uma reunião de meia hora com o presidente da República em exercício, Michel Temer, a senadora paulista Marta Suplicy (sem partido), disse nesta quarta-feira, 8, que conversou sobre uma eventual filiação ao PMDB, mas ressaltou que ainda não bateu o martelo sobre o seu futuro político. "Estou conversando com o PSB, com o PMDB e não tenho decisão formada, apesar das conversas com o PSB estarem bastante avançadas", observou a senadora.

"(Eu e Temer) Nós conversamos não só sobre isso. Conversamos sobre a conjuntura nacional, sobre projetos no Senado, sobre a desoneração (da folha de pagamento). Ele é uma pessoa muito discreta e está muito empenhado em passar os projetos importantes."

Ao sair do gabinete, Temer limitou-se a dizer que a relação com a senadora é "só amizade". "(Ela) É minha amiga", disse o peemedebista, aos risos.

Impeachment. Na mesma ocasião, Marta disse que, por enquanto, não vê nenhum fundamento para a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

"Hoje não temos nada juridicamente que justifique o impeachment. A parte do TCU (Tribunal de Contas da União, que apura as pedaladas fiscais no ano passado) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, onde o PSDB apresentou ação para apurar abuso de poder econômico e político contra a campanha petista de 2014) poderemos ter, mas por enquanto, não", disse a senadora a jornalistas, ao deixar o gabinete da Vice-Presidência.

"As instituições democráticas, nessa confusão que estamos vivendo, é o que tem de ser preservado. Isso é o mais importante e tanto o PSDB quanto os outros partidos, tem essa noção. Falar é uma coisa, mas o que eu percebo, atrás de todas as falas, é a conservação da democracia que conquistamos com tanta dificuldade. Isso deixa todos os brasileiros calmos nesse sentido. O processo vai dizer o que vai acontecer", comentou Marta.

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