Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após reunião com líderes, Temer aposta em aprovação de 2ª medida de ajuste

Câmara discute nesta tarde MP que altera acesso a direitos previdenciários e vice-presidente acredita em adesão maior que na semana passada

Rafael Moraes Moura , O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 11h47

Brasília - Depois de reunião com líderes da base aliada no Congresso, o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) disse nesta quarta-feira, 13, que a perspectiva para a aprovação da Medida Provisória 664 "é muito positiva", com uma tendência de adesão maior que a verificada na votação da MP 665. A MP 664, que endurece o acesso a benefícios previdenciários, está prevista para ser discutida nesta tarde na Câmara. As medidas compõem o pacote de ajuste fiscal apresentado pelo governo federal.

"Acho que a perspectiva é muito positiva. Fizemos nova reunião de líderes agora e pelos votos contados e pelas ponderações feitas, a tendência é aprovação", disse Temer a jornalistas, ao chegar ao gabinete da Vice-Presidência no Palácio do Planalto.

Mais cedo, Temer se reuniu no Palácio do Jaburu com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência Social), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Comunicações), além de representantes do PT, PMDB, PSD, PC do B, PTB, PRB, PP, PR e Pros

"Se (o placar da votação) for igual semana passada, já está ótimo. Mas a tendência é que haja uma adesão maior a essa segunda medida provisória", comentou Temer.

Na semana passada, o texto-base da medida provisória 665 foi aprovado na Câmara dos Deputados por uma margem apertada, de apenas 25 votos. A dupla PT-PMDB contribuiu com 41% do apoio à proposta que restringe o acesso a seguro-desemprego e abono salarial. O PDT deu 19 votos contrários à MP 665, enquanto o oposicionista DEM deu oito votos de apoio ao governo.

"Acho que teremos votos ainda do DEM (para aprovar a MP 664), por integrantes do DEM que estão convencidos da necessidade de fazer esse ajustamento. Penso que dois, três deles viajaram para o exterior, portanto, não sei se será o mesmo índice de votos, mas votos teremos. Não tenho ainda notícia do PDT", comentou Temer.

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