Ed Ferreira/Estadão
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Após reunião com Dilma, Temer diz que não há 'arestas' para aparar

Encontro entre vice com presidente e ministros ocorre em momento delicado da relação entre Planalto e Congresso

RAFAEL MORAES MOURA E RICARDO DELLA COLETTA, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2015 | 11h54

Atualizado às 12h44

Brasília - Depois de uma reunião de uma hora e trinta minutos com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, na manhã desta segunda-feira, 9, o vice-presidente Michel Temer disse que a conversa foi "boa", mas evitou entrar em detalhes.

O encontro ocorre em um momento delicado da relação entre o Planalto e o PMDB, principal partido da base aliada. A divulgação da lista de 34 parlamentares - sete deles do PMDB - investigados sob suspeita de envolvimento no esquema da Petrobrás agravou a situação entre o governo e o Congresso.

Questionado se a audiência serviu para aparar as arestas na relação do Planalto com o PMDB, o vice sorriu: "Acho que não havia arestas."

A audiência de Temer com Dilma também contou com a presença dos ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, que também integra o núcleo duro do governo, não participou da conversa - Rossetto cumpre agenda em São Paulo nesta segunda-feira. Mercadante vai conceder uma entrevista coletiva no início da tarde.  

"Foi boa a reunião", disse Temer, enquanto apressava o passo rumo ao anexo I da Presidência, onde fica localizado o seu gabinete. O encontro com Temer faz parte de uma estratégia do Planalto para se aproximar do vice, que tem sido excluído das operações do governo para reorganizar sua base política.

Diante da insistência de repórteres sobre a reunião, Temer pediu desculpas. "Eu não vou falar, ficou estabelecido que alguém falaria pela reunião e não serei eu", desconversou.

Às 17h30, em mais um esforço para melhorar a articulação política do governo e reduzir as tensões na relação com o Congresso, a presidente Dilma Rousseff receberá líderes dos partidos aliados no Senado.

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