Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após reunião com Bolsonaro, Onyx diz que debateu 'interesses da transição'

Futuro ministro da Casa Civil esteve com presidente eleito por cinco horas na manhã de sexta

Lorenna Rodrigues e Renata Batista, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2018 | 13h52

O deputado federal e futuro ministro da Casa Civil do novo governo, Onyx Lorenzoni, afirmou, no fim da manhã desta sexta-feira, 2, que debateu com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) questões de "interesse da transição" e assinou atos de "nomeação das equipes de transição". Lorenzoni afirmou que Bolsonaro vai a Brasília na próxima terça-feira, 6. No dia seguinte, na quarta, se encontra com o presidente Michel Temer na capital federal e, na quinta, retorna ao Rio.

Lorenzoni disse ainda que Bolsonaro não costuma divulgar sua agenda por "questões de segurança". O parlamentar negou que o presidente tenha baixado a lei do silêncio, mas afirmou que a hora é de trabalhar e não de falar. "Este é o momento de falar pouco e trabalhar muito", disse, ao deixar a casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio. "A vida dos senhores e senhoras da imprensa vai ficar um pouquinho mais complicada. Porque quem vai falar na quarta-feira (em Brasília) é o futuro presidente do Brasil", completou

Por volta de 12h,  Bolsonaro deixou a casa num comboio formado por cinco carros. Ele não divulga sua agenda alegando motivos de segurança. 

Contexto 

Os indicados pelo núcleo militar que assessora o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ocuparão oito dos 22 cargos que compõe a lista entregue pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) nesta semana ao atual governo. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, dois desses são dedicados à área de infraestrutura, considerada prioritária pela equipe de Bolsonaro. Os outros 14 nomes foram indicados pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo núcleo político.

Os 22 integrantes da equipe de transição, que ainda não tiveram os nomes divulgados, devem ser nomeados na próxima segunda-feira, quando já começarão a trabalhar. Segundo fontes da equipe, podem não ser necessárias novas nomeações – Bolsonaro tem à disposição 50 cargos na transição – porque haverá muitos voluntários

Como noticiou o Estadão/Broadcast na segunda-feira, o chamado “grupo de Brasília”, chefiado pelos militares, submeteu uma lista com 25 nomes a Lorenzoni para participar da transição. O grupo será responsável pela transição em áreas como saúde, segurança, infraestrutura, trabalho, meio ambiente, internacional, justiça e defesa.

Entre os nomes que foram indicados no início da semana estão o do professor universitário Paulo Coutinho, para a área de ciência e tecnologia; do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) Alexandre Ywata, para meio ambiente; do consultor e coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Luiz Blumm, para saúde e defesa; e do tenente-coronel dos Bombeiros Paulo Roberto, para a educação.

Os membros da equipe de transição ficam no cargo de forma temporária até dez dias após a posse do novo presidente da República. Antes de assumir, passarão pelo crivo da área jurídica do Palácio do Planalto, que vai verificar se existe algum tipo de impedimento para nomeação em cargo público.

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