Após reunião com Berzoini, servidores mantêm greve

Os líderes dos servidores públicos federais deixaram o Ministério da Previdência reafirmando a decisão de entrar em greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. Eles estiveram reunidos por duas horas com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, para discutir a reforma previdenciária, motivo principal da paralisação, mas não chegaram a nenhum acordo. O próprio ministro Berzoini, segundo relato dos sindicalistas, chegou a admitir que era difícil construir qualquer acordo se as entidades dos servidores são contrárias à base da reforma.A base da proposta prevê a criação de um regime de previdência complementar para o funcionalismo e a unificação com as regras hoje vigentes na iniciativa privada. "Não concordamos com o diagnóstico para justificar a reforma e, portanto, não podemos concordar com o remédio proposto", sintetizou o coordenador do Sindicato dos Servidores das Escolas Técnicas Federais (Sinasef), Manoel Porto Junior. "Convocamos todos os servidores a entrar em greve para exigir uma negociação de fato do governo", afirmou. Também participou da reunião a Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais (Cnesf).

Agencia Estado,

07 de julho de 2003 | 19h23

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.