Após resistência, PT cede e presidência da CPI fica com PSDB

Na semana passada, PMDB aceitou ceder função a tucanos; relatoria, no entanto, será de deputado petista

Agência Brasil

04 de março de 2008 | 11h40

A base aliada do governo no Congresso resolveu manter o desenho atual da CPI mista sobre o uso de cartões corporativos. Em reunião nesta terça-feira, 4,  no Palácio do Planalto, os governistas decidiram aceitar o acordo feito na semana passada, pelo qual o PSDB fica com a presidência da comissão e o PT com a relatoria.  Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Acordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB CPI dos Cartões sairá ainda nesta semana, diz Garibaldi  Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), a bancada do partido resolveu aceitar a composição. "O PT, não tendo conseguido convencer as demais lideranças desse ponto de vista (o PT na presidência da comissão), não teve uma posição de intransigência; quer investigar, quer que essa CPI seja instalada o quanto antes". Na semana passada, o PMDB, que já tinha um nome indicado para presidir a comissão, abriu mão em favor do PSDB, que reivindicava um posto de comando na CPI. Por não ter sido indicado inicialmente para nenhum dos principais postos da CPI, o PSDB entrou com um pedido de CPI apenas no Senado, como forma de pressionar a base aliada do governo a ceder um dos cargos. Depois de várias discussões e de tentativas de acordo, o PMDB resolveu abrir mão da presidência da comissão em favor do PSDB, que nomeou a senador Marisa Serrano (MS). A partir da indicação da senadora, o PT resolveu brigar pela presidência da CPI e passar a relatoria para o PSDB. Com o acordo desta manhã, termina o impasse entre os dois partidos. O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, deu prazo até esta terça-feira para que os partidos indiquem os membros da comissão, que é formada por 12 titulares e 12 suplentes, proporcionalmente a cada bancada no Congresso.

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