Após renunciar, deputado da PB é internado com tremores

Deputado renunciou ao mandato para não ser julgado pelo STF; ele é acusado de tentar matar ex-governador

ADELSON BARBOSA DOS SANTOS, Agencia Estado

01 de novembro de 2007 | 19h26

Um dia depois da renúncia na Câmara dos Deputados, para escapar de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), foi internado com tremores, mal estar e febre alta no Hospital da Unimed, em João Pessoa. A família diz que foi reflexo da decisão de ontem. Ele é acusado de ter disparado dois tiros contra o ex-governador paraibano Tarcísio Burity, seu adversário político e inimigo pessoal, em dezembro 1993, em um restaurante da capital paraibana. Veja Também: Deputado da PB renuncia às vésperas de julgamento no STF  Na última quarta-feira, o  ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como um "escárnio" a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar um processo no STF pela  tentativa de homicídio em 1993.Barbosa convocou uma entrevista para criticar a atitude do deputado e defender a extinção do foro privilegiado.  A professora Glauce Burity, viúva do ex-governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity, afirmou que a renúncia do deputadopara não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi "uma covardia".  Crime O crime ocorreu em 5 de dezembro de 1993. O ex-governador Tarcísio Burity estava almoçando em um restaurante de João Pessoa quando Cunha Lima entrou no estabelecimento e atirou no adversário. Os tiros atingiram a boca do ex-governador, que foi socorrido a tempo.  Cunha alegava, sem provas, que Burity vinha difamando seu filho Cássio Cunha Lima, então superintendente da extinta Sudene, hoje governador eleito da Paraíba pelo PSDB. Burity morreu dez anos depois do crime, de falência múltipla dos órgãos.

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