Após renúncia, conselho escolhe novo relator do caso Lins

Na quarta pela manhã, deputada do PMDB havia aceitado a missão, mas mudou de idéia e renunciou

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 11h34

Depois da renúncia da deputada Aparecida Gama, na quarta-feira, a Comissão de Ética da Alerj volta a se reunir nesta quinta-feira, a partir das 13 horas, para achar um novo relator para o processo de cassação do deputado Álvaro Lins , preso há duas semanas pela Polícia Federal acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação ao contrabando e formação de quadrilha armada.   Veja também: PF vê elo entre Álvaro Lins e milícias Entenda a Operação Segurança Pública, que envolve Garotinho PF cumpre mandado de busca na casa do ex-governador PF prende ex-chefe de polícia do RJ; MP denuncia Garotinho   Diante da reticência de seus integrantes, o Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio teve que definir por sorteio um relator para o processo de cassação aberto contra o deputado Álvaro Lins (PMDB). E nem assim conseguiu: escolhida, Gama não ficou no posto nem um dia. A deputada aceitou a missão de manhã, dizendo que a condição de líder da bancada do PMDB, de que Lins faz parte, não afetaria seu trabalho e que seu mandato estava acima da liderança. À noite, mudou de idéia e renunciou.   Aparecida enviou ofício ao presidente do Conselho de Ética, Paulo Melo (PMDB), alegando impedimento para exercer a relatoria por conflito de interesses, justamente por ter Lins entre os liderados. De manhã, ela mostrara descontentamento por ter sido sorteada, mas não vira outros problemas e agradecera a Melo, que se ofereceu como sub-relator. "Foi uma escolha em sorteio, mas de muita responsabilidade. Tenho certeza de que, junto com o relator auxiliar, vamos fazer um trabalho sério, que dignifique o Parlamento."

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