Após Renan, PSOL entrega representação contra Azeredo

O ex-governador de MG é acusado de participar do esquema que ficou conhecido como 'mensalão mineiro'

ROSA COSTA, Agencia Estado

18 de outubro de 2007 | 15h40

Além de protocolar a sexta representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros, o PSOL entregou à Mesa Diretora do Senado uma representação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado no esquema que ficou conhecido como "mensalão mineiro".    Veja também:     Leia a íntegra da representação contra Azeredo   ESPECIAL: saiba o que é o mensalão mineiro    PSOL entra com sexta representação contra Renan Calheiros   Na ação, ele é acusado de ter-se beneficiado de recursos do chamado valerioduto de Minas Gerais em 1998, quando tentou se reeleger governador do Estado.   Já na nova representação contra Renan, o PSOL, com base em reportagem publicada pelo Estado , acusa o senador de ser autor de uma emenda parlamentar ao Orçamento que liberou R$ 280.000,00 para a construção de casas populares no município alagoano de Murici, cujo prefeito era seu filho, Renan Calheiros Filho.     Investigação adiada   Na última quarta, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse que só concluirá a investigação sobre o mensalão mineiro quando voltar de viagem à Europa, no dia 27 deste mês.   No intervalo da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador disse que pretendia concluir o caso antes de sua viagem, marcada para esta quinta, mas que não foi possível apurar todo o material e documentos que constam do inquérito.   "Tentei resolver tudo antes de viajar, mas não deu tempo", afirmou. Antonio Fernando vai participar de um encontro entre os procuradores-gerais dos países da América Latina, de Portugal e da Espanha. Somente depois que voltar ao Brasil decidirá se denuncia o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.   Segundo o procurador, o suposto esquema montado em Minas Gerais, quando Azeredo disputou o governo estadual, foi o embrião do mensalão petista. O empresário mineiro Marcos Valério contratava empréstimos bancários para financiar a campanha e as dívidas eram pagas com recursos públicos, das estatais mineiras.              

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