Após Renan, procurador analisa denúncias contra Argello

O suplente de Roriz é suspeito de ligação com esquema de desvios descoberto pela Operação Aquarela

06 de agosto de 2007 | 17h49

Após anunciar abertura do pedido de inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, anunciou também nesta segunda-feira, 6, que vai analisar as denúncias contra o senador Gim Argello (PTB-DF), que assumiu o mandato com a renúncia do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).  Veja também: Cronologia do caso Renan   Procurador encaminha ao STF pedido de inquérito contra Renan  Mesmo alvo de dois pedidos de cassação, Argello assumiu seu mandato na semana passada. Entre as denúncias, a mais recente delas é a que o liga ao mesmo esquema de desvio de recursos do Banco Regional de Brasília (BRB) que obrigou o titular da vaga, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz , a renunciar para não ser cassado.  Desmontada pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação Aquarela, o esquema consistia no saque ilegal de verbas públicas por organizações não-governamentais (ONGs) e instituições ligadas ao governo.O nome e a participação de Argello e Roriz no esquema constaria de gravações telefônicas autorizadas judicialmente.  Segundo a rádio CBN, o procurador afirmou que, somente após estudar as supostas irregularidades cometidas pelo novo senador, poderá decidir as providências que serão tomadas pela Procuradoria-Geral da República sobre as denúncias.  'Pedido de Renan' Ao chegar nesta segunda-feira, 6, ao Senado Federal, o presidente da Casa, Renan Calheiros, disse que a decisão do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, de investigar as denúncias contra ele, atende a um pedido que fez há cerca de um mês.   "Eu pedi para o procurador me investigar. Eu me dispus a abrir meu sigilo", afirmou. Renan disse que não entende porque a Revista Veja insiste em fazer denúncias "infundadas" contras ele. O presidente do Senado referia-se à última reportagem da revista que afirma que Renan é dono oculto de duas emissoras de rádio de Alagoas que valem cerca de R$ 2,5 milhões.  O procurador, segundo sua assessoria, disse que pode pedir a inclusão de mais uma denúncia contra o senador, feita pela revista.

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