Após rejeição, governo tenta evitar que Dilma fale sobre dossiê

Bancada governista compareceu em peso para rejeitar requerimento que convovaca ministra ao Senado

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2008 | 12h58

Depois de rejeitar nesta terça-feira, 21, a convocação da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA)do Senado, o governo vai atacar agora em outra frente: evitar que a ministra, que estará na Comissão de Infra-estrutura no próximo dia 30, fale sobre a elaboração e vazamento do dossiê com os gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher Ruth Cardoso nos cartões corporativos.   Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos   Oposição fura o cerco e Dilma terá de explicar dossiê no Senado Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC      A comissão rejeitou também outro requerimento, que convidava o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, para falar sobre consultoria fiscal realizada nos partidos políticos e o levantamento de dados fiscais sigilosos do PSDB. Ambos os requerimentos eram do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).   Desta vez a bancada governista compareceu em peso para rejeitar os requerimentos e o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) conseguiu inverter a pauta para que os dois pedidos fossem votados logo no início da sessão.   "Não pode ser uma convocação anti-regimental", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que está preparando recurso para derrubar requerimento aprovado na última semana, que incluiu o caso do dossiê na audiência da ministra. Jucá vai pedir ao presidente da Comissão de Infra-estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que reúna o colegiado ainda hoje para examinar o assunto.   Para derrubar mais uma convocação de Dilma Rousseff, a base aliada pegou a oposição de surpresa. Ao contrário das duas convocações anteriores, os senadores governistas chegaram cedo à reunião. Quando os senadores de oposição chegaram à sala, o requerimento já havia sido rejeitado por voto simbólico, depois de uma manobra de Jucá que inverteu a pauta para permitir que o pedido, assinado pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM) fosse votado em primeiro lugar. "Um dia é da caça o outro do caçador", disse Jucá. "E seria desvirtuar os objetivos da Comissão", completou o líder do governo.

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