Após rebelião, Lula promete 'atenção' a 'franciscanos' do PMDB

Planalto promete atender grupo de 12 senadores que ajudaram a derrubar a secretaria de Mangabeira Unger

Agência Brasil

28 de setembro de 2007 | 13h40

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta sexta-feira, 28, que já está acertado com o Palácio do Planalto que os senadores peemedebistas terão mais atenção do governo em relação a suas reivindicações.O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) chamou de "franciscanos" o grupo formado por 12 senadores que na quarta-feira  votaram contra a medida provisória da Secretaria Especial de Projetos de Longo Prazo, prometida a Mangabeira Unger, que já exercia suas funções como ministro. Ao todo, a bancada do PMDB tem 19 senadores.     Veja Também:      Para ministro, rejeição à MP da secretaria foi 'decisão política'      Derrubamos secretaria por 'insatisfação', admite Renan   Lula nega 'barganha' e diz que derrota faz parte do 'jogo'     Salgado reclamou que apenas os "cardeais" do partido são ouvidos pelo Palácio do Planalto, numa referência aos senadores Romero Jucá (RR), Roseana Sarney (MA), líder do governo no Congresso, Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, e José Sarney (AP). De acordo com Salgado, o grupo quer mais "atenção" do governo. "Os franciscanos não querem um sapato de couro alemão, querem só um chinelinho novo."   Na última quarta-feira, 12 senadores do PMDB votaram contra a medida provisória que criaria a Secretaria Especial de Projetos de Longo Prazo. A "rebelião" do partido da base do governo foi decisiva para a derrubada da medida.   "Não há, da parte do governo, nenhuma possibilidade de não ouvir, de não atender o PMDB. Pelo contrário, o PMDB é um partido importante da coalizão", disse Jucá. Ele acrescentou que, se houve algum tipo de "erro do governo", é preciso corrigir e, se for algum mal-entendido, "que a gente possa explicar".   Jucá disse que, até a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) chegar ao Senado, no início de outubro, o impasse entre esse setor do PMDB e o governo já deve ter uma solução. "Até lá, as questões já estarão resolvidas, encaminhadas, acalmadas, já estará restabelecida a relação sem curto-circuito, sem nenhum tipo de interrupção", afirmou.   Segundo Jucá, a interlocução do governo com os senadores peemedebistas será feita por meio do líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO): "O senador Raupp está com a bola, ele é o cara. Queremos que ele diga quais são as questões que estão pendentes e vamos procurar resolver".   O líder ainda disse que, na próxima semana, o governo deve ter uma solução para a questão da Secretaria Especial de Longo Prazo, que acabou extinta com a rejeição da medida provisória.   "O presidente determinou a análise de várias opções para resolver essa questão e já tem uma decisão: o planejamento a longo prazo terá uma estrutura em nível de ministério para pensar o Brasil do futuro. Essa é uma decisão política já tomada pelo presidente. A forma como isso vai ocorrer vai depender da sugestão dos técnicos e da própria decisão do presidente nesta semana".   Jucá ressaltou que, na próxima semana, as votações no Senado vão continuar. Os senadores têm 15 indicações do governo para autoridades para avaliar em plenário.     Minas e Energia     O líder recusou a relação da insatisfação dos senadores com a pressão pela volta de Silas Rondeau ao Ministério de Minas e Energia.     "A escolha de ministro é uma decisão do presidente da República. O Ministério de Minas e Energia é um ministério que está apontado para o PMDB. O ministro Silas (Rondeau)  vinha exercendo com muita competência esse ministério. Houve um acidente de percurso. O presidente está avaliando como vai conduzir essa questão. É um ministério que deverá continuar sob a égide do PMDB, mas no momento que o presidente decidir".

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