Após reajustes, folha de pagamento pesará mais 1,5% no orçamento de SP

Aumentos salariais concedidos por Alckmin vão gerar gasto adicional de R$ 2 bilhões

Lucas de Abreu Maia, de O Estado de S. Paulo

29 de dezembro de 2011 | 17h31

O pacote de bondades concedido aos servidores públicos pelo governo de São Paulo em 2011 deve ampliar em 1,5% a participação da folha de pagamentos do Executivo no orçamento do Estado neste ano, segundo o secretário de Planejamento, Julio Semeghini. Em 2012, o crescimento deve seguir o mesmo ritmo.

 

Os salários dos servidores do Executivo representaram cerca de 40% do orçamento estadual em 2010. A série de aumentos salariais e reestruturação de carreiras patrocinada pelo governador Geraldo Alckmin, contudo, deve gerar um gasto adicional neste ano de cerca de R$ 2 bilhões.

 

A intenção do governo é que a participação dos salários dos funcionários estaduais no orçamento retorne à faixa dos 40% até 2014. "Nosso compromisso com o governador é que no final dos quatro anos (de governo Alckmin) nós não teríamos aumentado nada (da folha em proporção ao orçamento)", afirmou Semeghini, em balanço anual da Secretaria de Gestão Pública, que ele ocupou até novembro.

 

"No primeiro ano, nós vamos aumentar 1,5% a relação (da folha de pagamento do) poder Executivo. No segundo ano, fica em 1%, 1,5%. Nós demos um salto muito pequeno na relação da folha." Semeghini garantiu, porém, que os reajustes salariais não devem diminuir os investimentos do Estado.

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