Wilton Junior|Estadão
Wilton Junior|Estadão

Após quase 20 horas de debates, senadores encerram discussão em sessão de afastamento de Dilma

Antes da votação, relator do processo, senador Antonio Anastasia faz a defesa pela admissibilidade, e o ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, defenderá a presidente

Gustavo Porto, Ricardo Brito, Luísa Martins e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 06h31

BRASÍLIA - Após quase 20 horas de discussões, os senadores encerraram, há pouco, discussões e pronunciamentos favoráveis e contrários ao afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT). Os parlamentares decidirão, em instantes, por meio de votação, se o Senado admitirá o processo de impeachment contra Dilma, o que a afastaria por até 180 dias para as investigações e levaria o vice-presidente Michel Temer a assumir o cargo interinamente.

Antes da votação, no entanto, o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), faz a defesa pela admissibilidade, e o ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, defenderá a presidente. A decisão, no entanto, deve ser contrária a Dilma e favorável a Temer.

Durante os pronunciamentos, dos 71 senadores que se manifestaram, 51 declaram votos pelo afastamento e 19 informaram que negariam a proposta. O total de votos declarados pelo afastamento é maior que maioria simples, de 38 votos, caso os 77 senadores previstos para se manifestem na votação feita no painel eletrônico, ratifiquem as posições.

O senador e ex-presidente Fernando Collor não declarou o voto no pronunciamento. Outros quatro de um total de 81 senadores não participam da votação: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA), além de Delcídio Amaral (sem partido-MS), este último cuja cadeira que está em aberto após ser cassado, anteontem.

Após a votação, caso o afastamento seja confirmado, o senador Vicentinho Alves (PR-TO), primeiro-secretário do Senado, ficará incumbindo de comunicar à presidente o afastamento de cargo. Com isso, Temer assume interinamente o comando do País possivelmente na tarde dessa quinta-feira. (Gustavo Porto, Ricardo Brito, Luísa Martins e Isabela Bonfim)

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