Após protocolo, instalação da CPI depende de Garibaldi

Senador não tem prazo para convocar sessão do Congresso; PT e PMDB indicaram relator e presidente

Andréia Sadi, do estadao.com.br

14 de fevereiro de 2008 | 15h51

A instalação da CPI mista dos cartões corporativos depende agora da convocação de uma sessão do Congresso Nacional pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), informou a assessoria do presidente ao estadao.com.br nesta quinta-feira, 14.  "Não sabemos quando a sessão será convocada, mas a definição de cargos (como relatoria e presidência) não deve adiar o pedido", disse.  O presidente do Senado não tem prazo para realizar a leitura. " O pedido da CPI pode ficar parado um, dois meses. Depende de Garibaldi", explicou a assessoria do deputado federal Carlos Sampaio(PSDB-SP), autor do requerimento. No começo desta tarde, a oposição protocolou na Mesa Diretora do Senado o pedido para que a comissão seja instalada.O procedimento para que a CPI se realize começa com a conferência das assinaturas pelo presidente do Senado, a leitura em plenário, e, por fim, a publicação do requerimento no Diário Oficial. " Até este procedimento, assinaturas podem ser retiradas", disse a assessoria de Sampaio. Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Aliados comandarão a CPI dos cartões, avisa governoBriga por comando de CPI ameaça parar SenadoGoverno indica aliados para postos da CPI dos cartões PSDB diz que não vai investigar família de Lula  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões  Sampaio recolheu 189 assinaturas de deputados e 35 de senadores. O mínimo é de 171 na Câmara e 27 no Senado. Segundo sua assessoria, a instalação da CPI agora está nas mãos do presidente do Congresso, no caso, Garibaldi. "É preciso que o presidente do Senado reúna parlamentares para realizar a leitura do requerimento", disse. Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")O deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) será o relator da CPI mista para investigar os gastos dos cartões corporativos do governo. Com a escolha do deputado petista, confirmada na reunião da liderança do partido nesta quinta-feira, o comando da CPI fica com a base aliada ao governo, já que mais cedo o PMDB definiu como presidente da CPI o senador Neuto do Couto (SC).   A comissão vai investigar o mau uso dos cartões corporativos por membros do Governo Federal. A crise já levou Matilde Ribeiro a pedir demissão da pasta de Igualdade Racial, após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, ter apontado a ex-ministra como líder no ranking dos ministros que mais gastaram nos dois últimos anos.   (Com Reuters) Texto atualizado às 16 horas

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