Após protestos, Dilma reúne ministros e líderes do governo

Além da articulação política, geralmente discutida nas reuniões ordinárias de segunda, a presença de Levy e Barbosa nesta manhã indica que governo deve discutir também temas ligados à economia

Gustavo Porto, Rafael Moraes Moura e Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 10h14

Brasília - A presidente Dilma Rousseff se encontra na manhã desta segunda-feira, 17, com o vice-presidente Michel Temer, 12 ministros e líderes do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE); e na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), para a reunião ordinária de início de semana, na qual geralmente são tratados assuntos relativos à coordenação política. Apesar de ainda não haver uma lista de presentes, o encontro deve discutir ainda assuntos econômicos, já que participam do encontro os dois principais ministros da área, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento).

Esta é a segunda reunião entre Dilma e seus auxiliares em menos de 24 horas após os protestos que neste domingo, 16, que levaram cerca de 790 mil pessoas às ruas nos 26 estado e no Distrito Federal para pedir o impeachment. 

Na véspera, logo após o encerramento dos protestos, Dilma se reuniu com os ministros Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Secretaria da Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Gilberto Kassab (Cidades), Jaques Wagner (Defesa), Joaquim Levy (Fazenda), José Eduardo Cardoso (Justiça), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Nelson Barbosa (Planejamento) e Ricardo Berzoini (Comunicações). 

A avaliação ainda no domingo foi a de que os protestos conseguiram "colar" a imagem da presidente Dilma Rousseff e de seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, ao escândalo de corrupção da Petrobrás, principalmente na classe média. O governo acredita, ainda, que o PSDB "partidarizou" os movimentos, na tentativa de fazer avançar a tese do impeachment.

Na reunião de domingo, Dilma disse considerar que a população, embora insatisfeita, não vai apoiar iniciativas "golpistas". Mesmo assim, o diagnóstico foi o de que o governo enfrenta muitas dificuldades para vencer a batalha da comunicação e precisa tomar medidas de impacto para mostrar que entende o recado das ruas. Uma reforma administrativa, com corte de ministérios, está em estudo, mas Dilma ainda não bateu o martelo sobre o novo desenho da equipe.

Até o momento, ninguém no governo se pronunciou oficielmente sobre os protestos. A única manifestação foi por escrito, por meio de um nota divulgada pelo ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. O texto informava que o governo "viu as manifestações dentro da normalidade democrática". 

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