Após prisão, PTB retira candidatura a vereador de Rafael Ilha

Ex-polegar é acusado de tentar levar à força uma mulher para sua clínica de reabilitação, e ainda está preso

da Redação,

03 de julho de 2008 | 15h40

O PTB anunciou nesta quinta-feira, 3, que o ex-Polegar Rafael Ilha não está mais na lista de candidatos a vereador do partido em São Paulo. A decisão, segundo informações no site da sigla, foi do presidente do diretório paulista, deputado Campos Machado, após a prisão do ex-cantor. Campos Machado é candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Rafael foi preso em flagrante, na noite de terça-feira, na Bela Vista, região central da cidade, sob suspeita de tentar levar uma mulher à força para a Clínica Terapêutica Ressurreição, de reabilitação de dependentes químicos, que mantém em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo.  Veja também:Ex-Polegar é preso por tentativa de seqüestro no centro de SPApós prisão por seqüestro, Rafael Ilha é transferido de DPEnvolvida na prisão de Rafael Ilha diz ser vítima de perseguição A estudante de Direito Karina de Souza Costa, de 28 anos, conta que estava na academia, quando, pouco depois das 19 horas, recebeu um telefonema do ex-marido, o contador Pedro José de Santana Vaz, de 36 anos, que está em Macapá (AP), cidade natal dele. Vaz pediu que ela pegasse um dinheiro na portaria do prédio dele para a escola das crianças. Em vez do dinheiro da mensalidade da escola, Karina teria encontrado Rafael Ilha. Ilha e dois supostos funcionários da clínica, um homem e uma mulher, teriam tentado colocar a estudante à força dentro de uma Hilux prata, que seria do cantor. Na delegacia, Rafael Ilha contou que havia recebido um telefonema de Pedro Vaz, solicitando uma internação para a ex-mulher, que seria usuária de drogas e agrediria os filhos do casal, de 3 e 7 anos. Vaz, segundo Karina, esteve internado em uma das duas clínicas do cantor entre janeiro e março do ano passado. Ela nega usar drogas e acredita que a intenção é prejudicá-la no processo de separação, na concessão da guarda das crianças, que estariam com a família dele em Macapá desde a semana passada. Com Rafael, foram detidos Neusa Camargo Antunes, de 43 anos, e Cristiano da Silva Andrade, de 25 anos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os três foram autuados por seqüestro e cárcere privado e formação de quadrilha. Ilha responderá ainda por usurpação de função pública, pois trajava uma camiseta do Denarc e teria se apresentado como policial.  Histórico Em setembro de 1998, Rafael Ilha foi preso na zona sul por roubar um vale-transporte e R$ 1. Em março de 1999, foi parar no 15º Distrito Policial, do Itaim Bibi, por direção perigosa. Um mês depois foi preso novamente por estar dirigindo um carro sem documento. Dentro do carro havia um saquinho plástico com cocaína. Em agosto de 2000, voltou a ser detido, por porte de dois papelotes de cocaína e foi liberado após pagar fiança. Em abril de 2005, ele foi preso por porte ilegal de armas em Itapecerica da Serra. Em janeiro de 2006, foi preso por um roubo contra um policial militar na saída de um banco, em 3 de setembro de 1998, mas conseguiu um alvará de soltura e saiu do Centro de Detenção Provisória no mesmo dia. Em setembro de 2007, se envolveu em uma briga após perseguir um ex-interno de uma de suas clínicas. Na ocasião - em que a ocorrência foi registrada, no 40º DP, como lesão corporal e ninguém foi preso - Ilha informou à polícia ter sido agredido pelo paciente, após tentar convencê-lo a retornar à clínica. Além da unidade em Embu-Guaçu, Ilha tem uma outra clínica em Itapecerica da Serra, ambos municípios da Grande São Paulo.

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