Jefferson Rudy/Agência Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

Após pressão para recuar de CPI da Lava Toga, 'Moro de saias' avalia sair do PSL

Juíza Selma e outros dois senadores do partido assinaram o requerimento para criação da CPI no Senado; Major Olímpio também cogita deixar a sigla

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 12h45

BRASÍLIA - Após pressão para retirar o apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Juíza Selma Arruda (PSL-MT), conhecida como "Moro de saias" ameaçou deixar o partido do presidente Jair Bolsonaro.

Selma Arruda e outros dois senadores do partido assinaram o requerimento para criação da CPI no Senado. Conforme o Estadão/Broadcast publicou na segunda, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - o único senador da legenda que não assinou o pedido - recebeu do presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), um apelo para entrar na articulação contra a criação da CPI da Lava Toga.

"A senadora Juíza Selma esclarece que devido a divergências políticas internas, entre elas a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava Toga, está avaliando a possibilidade de não permanecer no PSL", diz nota divulgada pela assessoria da parlamentar. No PSL, o líder da legenda no Senado, Major Olimpio (SP), também cogita deixar o partido.

Selma reforçou que não vai retirar a assinatura pela criação da CPI e que o posicionamento não vai interferir no apoio ao governo de Jair Bolsonaro. 

'Moro de saias'. Selma Arruda foi eleita com discurso anticorrupção e ficou conhecida como "Moro de saias", em referência ao atual ministro da Justiça Sérgio Moro, que atuava como juiz federal em Curitiba. O apelido veio por Selma ter condenado, quando era juíza estadual, figurões da política mato-grossense. Foi a mais votada em seu estado na disputa ao Senado em 2018.

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