Alan Santos/Planalto
Alan Santos/Planalto

Após polêmica sobre carnaval, governo renova contrato com agências de mídias digitais

Aliados do presidente cogitaram cancelar prestação serviços das empresas, que fazem monitoramento dos perfis oficiais da Presidência

Naira Trindade, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2019 | 19h32

BRASÍLIA -  O governo decidiu renovar os contratos com as agências Isobar e TV1, que cuidam das mídias digitais da Presidência da República. Na atualização do contrato, as duas empresas tiveram uma redução dos valores de 25% e passam a receber, juntas, R$ 32 milhões por ano. Antes, era R$ 44 milhões por ano.

A decisão de manter as empresas foi acertada em reunião na noite desta quarta-feira, 7, com o ministro da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz, e o secretário de Comunicação, Floriano Amorim. A ideia é que as duas contratadas continuem fazendo o monitoramento dos perfis oficiais da Presidência. No final do ano passado, aliados do presidente Jair Bolsonaro cogitaram cancelar a prestação desses serviços e montar uma estrutura menor, com poucos funcionários, para cuidar das redes sociais oficiais.

Na tarde de terça-feira, uma postagem do presidente viralizou negativamente nas redes sociais. Bolsonaro divulgou um vídeo obsceno com imagens feitas durante o Carnaval. A publicação repercutiu mal e foi considerada “inapropriada” por aliados do núcleo duro do governo. Nesta quinta-feira, a equipe que acompanha as redes do governo ainda encontra “reação negativa” sobre a postagem, mas a avaliação é de que a militância bolsonarista vem tentando equilibrar as postagens ao tuitar em defesa do presidente.

Há duas semanas, o Estado mostrou que mesmo passados dois meses de governo, ainda não há estratégia desenhada para a comunicação. Bolsonaro tem sido criticado por aliados e até por integrantes de seu partido, o PSL, por adotar tom de campanha nos pronunciamentos. Desde a campanha eleitoral, Bolsonaro tem privilegiado a comunicação pelas redes sociais, e, para tanto, tem o apoio dos três filhos: o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ativo nas redes, Carlos é apontado como o responsável por mensagens postadas nas contas do pai. Os ministérios, empresas e demais órgãos possuem, hoje, negociações independentes para a área de comunicação. Um contrato de R$ 30 milhões para relações públicas com a imprensa internacional, firmado com a empresa CDN, foi encerrado em janeiro.

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