Pabro Kennedy/Futurapress
Pabro Kennedy/Futurapress

Após Pernambuco se rebelar, PT leva situação de Marília Arraes para Diretório Nacional

Medida é crucial para manter o acordo com o PSB , que prevê a neutralidade dos socialistas no primeiro turno da eleição de 2018

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2018 | 11h49

O PT deve levar à votação nesta sexta-feira, 3, em reunião do Diretório Nacional se mantém ou não a decisão de retirar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco e manter o apoio ao PSB no Estado. A vereadora do Recife é aguardada para o encontro, em São Paulo. A medida é crucial para manter o acordo com o PSB , que prevê a neutralidade dos socialistas no primeiro turno da eleição de 2018 para presidente. 

Na quinta, a direção estadual do partido em Pernambuco oficializou a candidatura da vereadora, mesmo com o acordo fechado pela cúpula nacional com o PSB, que tem o governador Paulo Camara na disputa pela reeleição. Diante do impasse, dirigentes partidários citam que o caso deve ficar para ser decidido em votação ainda nesta sexta-feira.

Além disso, o partido deve discutir a definição de um candidato a vice. Ao chegarem para o encontro, petistas afirmaram que a decisão pode ser feita hoje ou amanhã, quando o PT realiza sua convenção nacional para oficializar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto.

As alianças partidárias também estão na pauta de líderes do PT para a reunião desta sexta-feira. Outra conclusão do encontro será fechar o plano de governo da candidatura presidencial, cujas diretrizes devem ser apresentadas nesta sexta-feira.

Mantida hoje a decisão do acordo com o PSB, o grupo de Pernambuco favorável à candidatura de Marília promete recorrer amanhã, durante convenção nacional da sigla.

Acordo entre PT e PSB isola Ciro

PSB e PT fecharam na quarta-feira, 1º, um acordo que impõe uma nova derrota ao candidato do PDTCiro Gomes, na corrida presidencial. Pelo acerto, a sigla socialista se comprometeu a anunciar a neutralidade no primeiro turno, o que poderá deixar Ciro isolado na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições 2018. Este foi o segundo revés sofrido pelo candidato do PDT em duas semanas. Antes ele havia perdido para o tucano Geraldo Alckmin o embate pelo apoio dos partidos do Centrão – PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade.

A costura entre as cúpulas do PT e do PSB sacrificou candidaturas regionais dos dois partidos e gerou reações indignadas em Pernambuco e Minas Gerais. No mesmo dia em que o acordo foi selado, a executiva nacional do PT aprovou, por 17 votos a 8, a retirada da candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes – neta de Miguel Arraes– ao governo de Pernambuco. A medida era vista como fundamental para haver a neutralidade do PSB por favorecer o governador Paulo Câmara, candidato à reeleição. Por outro lado, o PSB rifou a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda ao governo de Minas, abrindo caminho para uma composição com o governador Fernando Pimentel (PT), que vai disputar um novo mandato. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.