Após perder indicados, vereadores querem que PMDB deixe governo de Haddad

O líder da bancada peemedebista, Nelo Rodolfo, e o vereador Ricardo Nunes querem colocar proposta em votação nesta segunda

Ana Fernandes, Agência Estado

26 Outubro 2015 | 12h33

São Paulo – A Executiva Municipal do PMDB se reúne na tarde desta segunda-feira, 26, a capital paulista, após a crise instalada entre dois vereadores do partido e a administração municipal do petista Fernando Haddad. O líder da bancada peemedebista, Nelo Rodolfo, e o vereador Ricardo Nunes perderam os cargos de suas indicações na cidade na semana passada.

Primeiros a chegar na reunião, marcada para as 12h, Nelo e Nunes querem colocar em votação o desembarque da base de apoio de Haddad. "Não estamos mais em fase de ficar de brincadeira", disse Nunes pouco antes de entrar na sala de reuniões.

Na semana passada, Haddad demitiu o secretário de Segurança Urbana, Ítalo Miranda Júnior, e auxiliares indicados por Nelo e Nunes. Um dia depois, o prefeito exonerou também os subprefeitos indicados dos dois vereadores, que representam metade da bancada peemedebista na Câmara.

A pressão deve ser equilibrada pelo fato de os outros dois vereadores do PMDB na capital, George Hato e Rubens Calvo, ainda terem cargos em subprefeituras. Além disso, após a saída de Miranda Júnior, o PMDB ainda tem três secretários, que não têm interesse em deixar os cargos antes do ano que vem, uma secretária inclusive é filha do presidente nacional do partido, Michel Temer. São secretários Gabriel Chalita (Educação), Luciana Temer (Assistência Social) e Marianne Pinotti (Pessoa com Deficiência).

Mesmo com um pé fora da legenda e isolado no PMDB como único defensor da parceria com

Haddad em 2016, de quem gostaria de ser vice, Chalita ainda tem força como presidente municipal para tentar evitar um desembarque imediato. Enquanto isso, o restante do PMDB se aproxima de Marta Suplicy e dá sinais de que ela deve ser a candidata do partido no ano que vem. 

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