Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE

Após passar 10 dias na Bahia, Dilma retorna a Brasília

Presidente encurtou sua estadia na base nava de Aratu, na Bahia, para acompanhar mais de perto as ações do governo federal para combater os prejuízos causados pelas intensas chuvas no País

Tiago Décimo e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2012 | 15h47

SALVADOR e BRASÍLIA - Chegou ao fim, na tarde desta quinta-feira , 5, o período de descanso da presidente Dilma Rousseff na Base Naval de Aratu, na Praia de Inema, em Salvador, a cerca de 40 quilômetros do centro da cidade. A presidente, que havia chegado ao local com a família na tarde de 26 de dezembro, deixou as instalações da Marinha às 14h30, em um helicóptero, em direção à Base Aérea de Salvador, de onde seguiu para Brasília.

 

O traslado da presidente e de seus convidados - a mãe, Dilma Jane, filha Paula, o genro Rafael Covolo, o neto Gabriel, a tia Arilda, o ex-marido Carlos Araújo, e a atual mulher dele, Ana - até a base aérea foi feito em duas viagens. Na primeira, às 14 horas, seguiram a mãe, a tia, o ex-marido e a mulher dele. Na segunda, Dilma, a filha, o genro e o neto.

 

Na base aérea, houve nova divisão dos familiares. Dilma, a mãe e a tia seguiram para Brasília, enquanto os demais foram para Porto Alegre.

 

A passagem de Dilma pela base naval foi a mais discreta da história dos descansos presidenciais no local. No fim de 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, recém-reeleito, chegou a deixar as instalações militares para conversar com populares na praia vizinha, de São Tomé de Paripe - separada da de Inema pelo muro que delimita a base.

 

Nas três passagens pelo local, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não chegou a sair da base naval por terra, mas foi frequentemente visto com convidados e familiares na faixa de areia e no mar.

 

Já Dilma foi vista por fotógrafos, cinegrafistas e curiosos apenas duas vezes durante sua estadia. A primeira, no fim da tarde de seu primeiro dia no local, quando foi à areia da praia com a filha e o genro e bebeu água de coco. A segunda, no início da manhã do dia 29, quando apareceu praticando uma caminhada, acompanhada por dois seguranças.

 

De acordo com prestadores de serviços da base, a presidente manteve uma rotina diária de caminhadas matinais até o réveillon. Nos últimos dias, porém, teria ficado apenas descansando dentro da Casa da Boca do Rio, residência oficial da base, e acompanhando, por telefone, informações sobre as enchentes no Sudeste.

 

A presidente já havia decidido na semana passada antecipar o retorno à capital federal. A previsão é a de que a presidente passe o resto do dia no Palácio da Alvorada.

 

O retorno deve fazer com que a presidente acompanhe mais de perto as ações do governo federal para combater os prejuízos causados pelas intensas chuvas no País. O Estado revelou esta semana que Pernambuco, Estado do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi o principal destino das verbas da União em prevenção e preparação de desastres naturais, como enchentes e desmoronamentos. Em obras novas, iniciadas em 2011, Pernambuco concentrou 90% dos gastos da pasta destinados a esse fim, revela levantamento feito com base em registros do Tesouro Nacional e pela organização não governamental (ONG) Contas Abertas.

 

Bezerra Coelho participa nesta tarde de reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir o combate às enchentes. Em nota publicada nesta quarta-feira, Gleisi negou ter recebido por parte da presidente "orientação ou determinação para intervir na execução orçamentária do Ministério da Integração Nacional".

 

"O ministro Fernando Bezerra é e continua sendo responsável pela execução dos programas e projetos daquela Pasta. Qualquer informação fora deste contexto tem por objetivo disseminar intriga", diz a nota.

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