Após PAC, Lula quer pacote para segurança e educação

Depois do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vem aí um pacote social. Ao lançar o PAC, o presidente Lula prometeu novas medidas nas áreas sociais, de educação e de segurança pública. Mas elas só devem ser anunciadas em fevereiro, depois de definido o ministério."Esse esforço de crescimento do PAC precisará ser completado por um incremento na qualidade da educação, na implantação da política social e de uma nova política de segurança", discursou Lula. "Em curto prazo será lançado um conjunto de medidas na área de educação e ações importantes no setor de segurança, a serem compartilhadas por União e Estados".Lula já chamou as medidas de "pacote de cidadania", embora elas devam ser apresentadas separadamente, por áreas específicas. "Não se trata de um programa de desenvolvimento, como foi o PAC, mas de um incremento de um programa de educação e segurança que já está em andamento", explicou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.Questões centrais na educação são aumentar o acesso da população de baixa renda ao ensino superior, ampliando o ProUni, melhorar a qualidade da educação básica, reduzir o analfabetismo e investir mais na formação de professores. Outro objetivo é ter um laboratório de informática em cada escola do País, com ênfase nas rurais, como antecipou o Estado.Na segurança, o governo planeja investir mais na área de inteligência, na Polícia Federal, na Força Nacional de Segurança e no sistema penitenciário. "Este ano vai ser realizado algo muito importante para a integração dos serviços de inteligência", disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Entram ainda nesse "pacote de cidadania" mudanças no Bolsa-Família. Entre elas, a extensão da idade de permanência no programa até 18 anos e a criação de um prêmio para os estudantes com mais de 15 anos que passem de ano.

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